15/12/2011

Crescimento e melhorias em Itajaí

Complexo planeja expansão.Leia Mais

Considerado um dos principais portos do País, Itajaí, hoje, de acordo com dados da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), movimenta 363.2209 toneladas de cargas e possui uma capacidade de movimentação de 1,8 milhões de Teus (unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés). Ao todo, o complexo encerrou o mês de outubro com uma movimentação acumulada de 829,52 mil Teus com avanço de 6% sobre a movimentação de 780,45 mil Teus registrada nos dez primeiros meses do ano passado. Em tonelagem, o avanço foi de 7% neste ano. Foram 8,73 milhões de toneladas de janeiro a outubro, ante 8,17 milhões em igual período de 2010. As cargas de exportação representaram a fatia de 46% das operações, enquanto as exportações, 54%. O complexo recebeu 1.002 navios no período. “Vale ressaltar que em outubro o porto retomou sua movimentação média de cargas, após os impactos das enchentes de setembro. Foram 90,61 mil Teus em outubro, ante 69,14 mil Teus em setembro”, explica Robert Grantham, diretor-executivo de Itajaí.

Tomando como base o ano de 2010, o porto movimentou 957 mil Teus ou 566 mil unidades e a expectativa é encerrar este ano com a marca de 1 milhão de Teus operados. “Em 2010 o complexo movimentou US$ 14,06 bilhões, sendo US$ 7,02 bilhões em cargas de importação e US$ 7,04 bilhões em exportações. Para 2011 há a projeção de avanço de 11% sobre esses valores”, sustenta Grantham.

Ao todo, de acordo com informações da autoridade portuária, o complexo operou cerca de US$ 13,98 bilhões, sendo US$ 7,18 bilhões em importações e US$ 6,79 bilhões em exportações. e a projeção é que as importações atinjam US$ 7,79 bilhões, e as exportações US$ 7,81 bilhões. “Com referência ao valor de R$ 1,5 mil por contêiner movimentado (envolvendo todos os passos da cadeia logística, ou seja, transporte, armazenagem e outros serviços), essa movimentação representou para a cadeia logística de Itajaí a movimentação de R$ 949 milhões em 2010. Em 2011 esse valor deve chegar a R$ 1,05 bilhão”, afirma o diretor.

Expectativa

No que se refere às expectativas para a movimentação de cargas no ano que vem, Robert Grantham ressalta que o cenário internacional torna as previsões difíceis de serem feitas. “Temos algumas vantagens competitivas, por termos uma hoje sólida base de empresas importadoras e agentes de carga estabelecidos aqui e de contarmos como carro chefe das exportações as carnes de frango e suínos, que em se tratando de alimentos, é a ultima coisa que as pessoas reduzem em seu consumo. Assim, podemos trabalhar com uma expectativa de crescimento de 10%”, diz.

Melhorias

Para atingir as metas, no entanto, o complexo aposta em melhorias.  No que se refere à dragagem, por exemplo, estão sendo aplicados recursos da União de R$ 55 milhões oriundos do PND (Programa Nacional de Dragagem), que permitirão  o aprofundamento do canal de acesso interno e bacia de manobras do Complexo, de 11 para 14 metros e, do canal externo, para 14,5 metros. A expectativa é que tudo esteja 100% entregue no início de 2012. Robert Grantham explica que cada centímetro a mais de profundidade nos canais possibilita um aumento de 60 toneladas na movimentação nominal de cargas por navio, ou seja, os três metros que serão aumentados representarão a possibilidade de cada embarcação ampliar em 18 mil toneladas suas operações no complexo, o que representa cerca de 600 contêineres por navio.

Além disso, o um convênio firmado entre a SEP (Secretaria de Portos da Presidência da República) e Prefeitura de Itajaí garantiu recursos para obras de recuperação e reforço do Molhe Norte. O convênio assegura investimentos de R$ 8,23 milhões numa primeira etapa, em recursos da União, sem contrapartida do Município. As obras em execução devem aumentar a segurança do acesso ao complexo. O diretor-executivo explica que, como parte integrante dos compromissos da Administração Municipal, assumidos com o Governo Federal, no convênio de delegação, consta a obrigação da Administração do Porto em retirar-se integralmente da operação portuário, arrendando para a iniciativa privada a totalidade dos berços públicos. “Restam, ainda, os berços 3 e 4 para serem arrendados. A primeira fase do processo de arrendamento será o lançamento de um edital de Manifestação de Interesse, para que, ouvindo o sentimento do mercado, possamos posteriormente elaborar um edital de arrendamento que encontre interessados na disputa”, alega.

Outro ponto se refere à bacia de evolução. “O grande desafio do Complexo Portuário do Itajaí, para que possa manter-se plenamente competitivo frente aos portos vizinhos, é viabilizar o recebimento dos novos navios post-panamax, que estão começando a operar na costa leste da América do Sul. Isso passa pela viabilização de uma nova bacia de evolução que possibilite a manobra de giro de navios com 300m de comprimento e boca de 40/48m. Um estudo inicial de viabilidade foi encomendado a uma consultoria especializada pelos dois principais terminais do complexo – APMT e Portonave”, conclui Grantham.

Andrezza Queiroga

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