Considerado um dos principais portos do País, Itajaí, hoje, de acordo com dados da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), movimenta 363.2209 toneladas de cargas e possui uma capacidade de movimentação de 1,8 milhões de Teus (unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés). Ao todo, o complexo encerrou o mês de outubro com uma movimentação acumulada de 829,52 mil Teus com avanço de 6% sobre a movimentação de 780,45 mil Teus registrada nos dez primeiros meses do ano passado. Em tonelagem, o avanço foi de 7% neste ano. Foram 8,73 milhões de toneladas de janeiro a outubro, ante 8,17 milhões em igual período de 2010. As cargas de exportação representaram a fatia de 46% das operações, enquanto as exportações, 54%. O complexo recebeu 1.002 navios no período. “Vale ressaltar que em outubro o porto retomou sua movimentação média de cargas, após os impactos das enchentes de setembro. Foram 90,61 mil Teus em outubro, ante 69,14 mil Teus em setembro”, explica Robert Grantham, diretor-executivo de Itajaí.
Tomando como base o ano de 2010, o porto movimentou 957 mil Teus ou 566 mil unidades e a expectativa é encerrar este ano com a marca de 1 milhão de Teus operados. “Em 2010 o complexo movimentou US$ 14,06 bilhões, sendo US$ 7,02 bilhões em cargas de importação e US$ 7,04 bilhões em exportações. Para 2011 há a projeção de avanço de 11% sobre esses valores”, sustenta Grantham.
Ao todo, de acordo com informações da autoridade portuária, o complexo operou cerca de US$ 13,98 bilhões, sendo US$ 7,18 bilhões em importações e US$ 6,79 bilhões em exportações. e a projeção é que as importações atinjam US$ 7,79 bilhões, e as exportações US$ 7,81 bilhões. “Com referência ao valor de R$ 1,5 mil por contêiner movimentado (envolvendo todos os passos da cadeia logística, ou seja, transporte, armazenagem e outros serviços), essa movimentação representou para a cadeia logística de Itajaí a movimentação de R$ 949 milhões em 2010. Em 2011 esse valor deve chegar a R$ 1,05 bilhão”, afirma o diretor.
Expectativa
No que se refere às expectativas para a movimentação de cargas no ano que vem, Robert Grantham ressalta que o cenário internacional torna as previsões difíceis de serem feitas. “Temos algumas vantagens competitivas, por termos uma hoje sólida base de empresas importadoras e agentes de carga estabelecidos aqui e de contarmos como carro chefe das exportações as carnes de frango e suínos, que em se tratando de alimentos, é a ultima coisa que as pessoas reduzem em seu consumo. Assim, podemos trabalhar com uma expectativa de crescimento de 10%”, diz.
Melhorias
Para atingir as metas, no entanto, o complexo aposta em melhorias. No que se refere à dragagem, por exemplo, estão sendo aplicados recursos da União de R$ 55 milhões oriundos do PND (Programa Nacional de Dragagem), que permitirão o aprofundamento do canal de acesso interno e bacia de manobras do Complexo, de 11 para 14 metros e, do canal externo, para 14,5 metros. A expectativa é que tudo esteja 100% entregue no início de 2012. Robert Grantham explica que cada centímetro a mais de profundidade nos canais possibilita um aumento de 60 toneladas na movimentação nominal de cargas por navio, ou seja, os três metros que serão aumentados representarão a possibilidade de cada embarcação ampliar em 18 mil toneladas suas operações no complexo, o que representa cerca de 600 contêineres por navio.
Além disso, o um convênio firmado entre a SEP (Secretaria de Portos da Presidência da República) e Prefeitura de Itajaí garantiu recursos para obras de recuperação e reforço do Molhe Norte. O convênio assegura investimentos de R$ 8,23 milhões numa primeira etapa, em recursos da União, sem contrapartida do Município. As obras em execução devem aumentar a segurança do acesso ao complexo. O diretor-executivo explica que, como parte integrante dos compromissos da Administração Municipal, assumidos com o Governo Federal, no convênio de delegação, consta a obrigação da Administração do Porto em retirar-se integralmente da operação portuário, arrendando para a iniciativa privada a totalidade dos berços públicos. “Restam, ainda, os berços 3 e 4 para serem arrendados. A primeira fase do processo de arrendamento será o lançamento de um edital de Manifestação de Interesse, para que, ouvindo o sentimento do mercado, possamos posteriormente elaborar um edital de arrendamento que encontre interessados na disputa”, alega.
Outro ponto se refere à bacia de evolução. “O grande desafio do Complexo Portuário do Itajaí, para que possa manter-se plenamente competitivo frente aos portos vizinhos, é viabilizar o recebimento dos novos navios post-panamax, que estão começando a operar na costa leste da América do Sul. Isso passa pela viabilização de uma nova bacia de evolução que possibilite a manobra de giro de navios com 300m de comprimento e boca de 40/48m. Um estudo inicial de viabilidade foi encomendado a uma consultoria especializada pelos dois principais terminais do complexo – APMT e Portonave”, conclui Grantham.
Andrezza Queiroga






