A Log-In Logística Intermodal iniciou no mês passado as operações do Log-In Jacarandá, porta-contêiner de bandeira brasileira e que possui capacidade para 2.700 Teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). A inclusão da nova unidade aumenta a oferta de espaço do Serviço Amazonas, que antes contava com o Log-In Amazônia, navio de 1.700 Teus.
A rota é operada por VSA (ou vessel sharing agreement, acordo de compartilhamento de navios) em conjunto com a Mercosul Line (braço da A.P. Möller-Maersk para navegação nacional) e escala os portos de Santos (SP), Itajaí (SC), Paranaguá (PR), Suape (PE), Pecém (CE) e Manaus (AM). Como parte da adequação do modelo operacional da companhia, o Log-In Amazônia foi transferido para o Serviço Atlântico Sul e o navio afretado HS Smetana, devolvido ao seu armador.
O Log-In Jacarandá é o primeiro porta-contêiner construído no Brasil em mais de 15 anos, marcando a retomada da construção naval de navios para a cabotagem brasileira e demonstrando a viabilidade da encomenda de embarcações de grande porte no País. Em abril, o navio realizou sua prova de mar – etapa fundamental que antecede a entrada em operação da embarcação quando são testados todos os equipamentos do navio, simulando seu funcionamento em alto mar – e apresentou indicadores de performance que superaram os requisitos contratuais. Por ser mais eficiente energeticamente e por ter grande capacidade de movimentação de carga, a cada viagem esta embarcação pode retirar das estradas brasileiras cerca de 2.800 caminhões, contribuindo para a redução das emissões de C02. O Log-In Jacarandá foi totalmente desenvolvido para operar em portos na costa brasileira e levou em consideração o perfil natural da carga de cabotagem.
A Log-In deve receber em breve mais reforços para sua frota: o porta-contêiner Log-In Jatobá está em fase de instalação de equipamentos e acabamentos internos e sua entrada em operação acontecerá no segundo semestre deste ano. Já o graneleiro Log-In Tambaqui está com 60% da sua necessidade de aço edificada e será lançado ao mar durante o terceiro trimestre de 2011. Para o graneleiro Log-In Tucunaré, 52% do total de aço já foi processado. Os dois navios foram desenvolvidos considerando as operações na região Amazônica e têm características como reforço no chapeamento do fundo do navio, maximização da capacidade de manobra, baixos níveis de emissões e de ruídos, menor consumo de combustível e baixa formação de ondas – minimizando o impacto nas comunidades localizadas nas margens dos rios. Esses navios também servirão como navio-escola, pois contarão com camarotes extras, possibilitando o treinamento de novos tripulantes.
Missão
A entrada em operação da nova frota de navios porta-contêiner proporcionará uma evolução na participação de mercado da Log-In. Porém, a companhia reforça que o ano de 2011 consistirá em uma fase de transição, com o início da substituição dos ativos alocados nos serviços de navegação costeira. Essa fase de transição se traduz em sobreposição de custos e duplicidade de gastos por alguns meses, cuja captura de valor deverá estar refletida na Log-In somente a partir de 2012.
A navegação de cabotagem é o principal pilar de desenvolvimento e de criação de valor para os acionistas da Log-In. O foco da companhia consiste em ser um dos principais players de serviços logísticos com base na cabotagem, capturando market share sobre o transporte rodoviário de longa distância, modal dominante atualmente no Brasil. Para efetuar essa migração de cargas para a cabotagem, a Log-In se baseia no apelo do tripé custo, eficiência ambiental e integridade da carga.






