Andrezza Queiroga
Doutor da Universidade Federal de Santa Catarina e atuando no setor há 30 anos, Oswaldo Agripino, defende a regulação do nicho para o desenvolvimento da logística brasileira, que define como um grande “puxadinho”. Apesar de alguns avanços, o especialista se diz cético em relação ao estado em que se encontra a logística brasileira, especialmente no que tange ao transporte aquaviário e portos: “A logística brasileira sofre de um grande déficit institucional”, afirma.
De acordo com ele, embora tenha havido alguns avanços, o País precisa de leis que saiam do papel e visem o interesse público e a eficiência. “Primeiro é preciso definir regulação setorial como intervenção do Estado na atividade econômica, não é preciso uma nova modelagem, já temos leis e modelos suficientes, para todos os tipos, inclusive a parceria público-privada. O essencial é o Estado contribuir para um ambiente institucional com segurança jurídica que proteja os direitos dos consumidores, o a propriedade e a preserve os contratos e a continuidade da atividade da empresa, com lucros que justifiquem os grandes investimentos feitos. O zelo com o equilíbrio econômico-financeiro é fundamental nesse processo”, aponta.






