15/10/2011

Maestra planeja expansão

Os planos da Maestra Navegação e Logística são audaciosos, além de ampliar, em breve  sua frota de navios, a companhia,.Leia mais

Os planos da Maestra Navegação e Logística são audaciosos, além de ampliar, em breve  sua frota de navios, a companhia, ainda este ano, deverá começar a atuar em Manaus (AM).  “Acreditamos que o setor tem um grande potencial de crescimento e estamos trabalhando para acompanhar este comportamento do mercado”, explica o presidente da companhia, Fernando Real. Segundo ele, é preciso investir em melhorias, pois há muita competitividade e um mercado em potencial. “Atualmente, cada viagem que realizamos resulta na cartela de clientes e olhamos com carinho para quem pode utilizar a cabotagem”, diz.

O presidente diz que a companhia planeja expandir os serviços sem dar muitas pistas, mas adianta que os planos de extensão incluem Manaus, embarcações e a interação com o Mercosul.

De acordo com Real, apesar dos gargalos que atividade ainda enfrenta, como o alto custo do combustível e a falta de cultura no uso deste meio de navegação, ainda há muito espaço para crescer, já que, hoje, apenas ¼ do mercado potencial utiliza a cabotagem como meio de transporte. “Apenas 15% das cargas estão na cabotagem e isso deve ampliar daqui para a frente”, diz.

Nem mesmo o temor quanto a uma instabilidade econômica mundial, parece assustar o executivo. “O cenário econômico do Brasil segue crescendo em até 4,5% e temos uma demanda interna bastante forte. Aliado a isso, estamos vendo uma movimentação do governo, que tem estabelecido medidas de estímulo, com o Porto Sem Papel, que incentivam a competitividade e atividade do setor portuário”, ressalta. Ele complementa alegando que Segundo o executivo, os gargalos existem, mas as empresas podem e devem contribuir no avanço da atividade, fazendo serviços como, por exemplo, o de porta a porta.

Multimodalidade

Fernando Real lembra que a navegação via cabotagem também depende de melhorias não só no transporte marítimo e nos custos, mas também em outras vias de transporte, como, por exemplo, os acessos rodoviários. “Não acreditamos na cabotagem sem que haja sinergia com outros modais, o caminhão é um parceiro nosso, que traz a carga para a gente levar ao consumidor final”, explica. Além disso, ele diz que outro desfio do setor se refere à falta de mão de obra qualificada, já que, segundo o executivo, o nicho sofre com a ausência de oficiais de máquina.

Benefícios

Por outro lado, mesmo diante de barreiras operacionais, o presidente ressalta os benefícios da navegação via cabotagem se comparado a outros modais. “Esse meio de transporte marítimo resulta em um custo logístico menor e com emissão de menos CO2 na atmosfera”, diz ele ao afirmar, também, que muitos clientes já procuram ferramentas ecologicamente corretas por tomarem ciência da importância de ter um serviço com consciência ambiental.

De acordo com um inventário do Ministério da Ciência e Tecnologia, 88,31% da emissão de CO2 se devem ao transporte rodoviário, enquanto que apenas 3,77% são de responsabilidade do transporte marítimo.

Frota

Atuando, hoje, com dois navios, o Maestra Atlântico com 1.356 teus e o Maestra Mediterrâneo com 1.200 Teus, a companhia, em breve, apresentará duas novas embarcações, expandindo seus serviços de cabotagem.

Para crescer a companhia aposta em escalas semanais como diferencial por crer que a cabotagem é uma freqüência: “desta forma a Maestra ganha competitividade”, complementa o presidente.

A empresa, de fato, investe no nicho, tanto é que, somente para operacionalizar as duas primeiras embarcações foram alocados recursos no valor de R$ 60 milhões.

Além de planejar o aumento da frota, a Maestra irá, ainda, e em breve, expandir territórios. Isso porque a companhia, que já opera nos portos de Santos (SP), Navegantes (SC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Suape (PE), passará a atuar, também, em Manaus (AM).


 

 

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