Guido Mantega, ministro da Fazenda, afirmou que a crise econômica mundial será uma oportunidade para que o governo faça mudanças necessárias na economia: “Vamos aproveitar para fazer ajustes importantes que, se não fosse a crise, nunca seriam feitos”, declarou, durante seminário com lideranças empresariais na capital paulista.
Mantega aposta que medidas tomadas agora irão repercutir a longo prazo: “Apresentamos uma série de medidas estruturais que terão efeito, não só em função da crise, mas para tornar a economia brasileira mais competitiva no futuro”, concluiu. Ele também destacou mudanças nas políticas fiscal, monetária e cambial, como redução dos juros, dos spreads bancários (diferença entre as taxas pagas ao aplicador e as que os bancos cobram do tomador) e a alta do dólar, ponderando, no entanto, que o impacto de algumas medidas ainda serão observados, como a desoneração da folha de pagamento, que passará a valer a partir de agosto.
Durante o evento, Mantega disse que essa medida de desoneração será ampliada para outros setores econômicos, além dos 15 setores industriais contemplados inicialmente. O ministro aposta em um crescimento de 3% a 4% no segundo semestre de 2012: “Este ano é como se fosse 2009. No meio do ano as coisas começaram a melhorar fortemente”, comparou.






