As relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos cresceram 29,15% nos primeiros oito meses de 2011 em comparação ao mesmo período de 2010. Os dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior) apontam ainda que o volume comercializado aumentou 8,3%.
As exportações no acumulado de janeiro a agosto deste ano somaram US$ 16,438 bilhões, enquanto no mesmo período de 2010 o valor era de US$ 12,410 bilhões. Na contramão, as importações passaram de US$ 17,179 bilhões para US$ 21,779 neste ano. Estes valores remetem a um déficit comercial de US$ 5,341 bilhões nos primeiros oito meses deste ano e US$ 4,769 bilhões em igual período de 2010, e uma corrente de comércio de US$ 38,218 bilhões ante os US$ 29,590 bilhões do ano passado.
Assim, o principal motivo apontado pelos especialistas para o crescimento da corrente de comércio, durante este momento de crise financeira, que ainda assola a potência mundial e era esperada uma diminuição nas trocas comerciais, é o preço dos produtos atrelado a valorização do real frente ao dólar. Antonio Colangelo Luz, professor da Trevisan Escola de Negócios, afirma que a alta do comércio bilateral possui dois lados, importamos muito, pois muitas coisas não podemos deixar de comprar, uma vez que não temos tecnologia, mas as nossas exportações não tem a mesma força, o que elevou os números foi o dólar.





