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08/02/2010

Fretes da rota Ásia-EUA crescem em uma semana
O custo do transporte marítimo de carga conteinerizada da Ásia para os EUA aumentou ao longo da última semana, enquanto os exportadores lutam por espaço e até mesmo recorrem ao modal aéreo para a entrega de mercadorias de alto valor agregado.

Segundo a consultoria Drewry, o valor de frete de Hong Kong para Los Angeles aumentou 20,5% no espaço de sete dias, ficando em US$ 2.012 por contêiner de 40 pés. A situação é causada pela escassez de capacidade atual na área, agravada nesta época do ano pela explosão sazonal da atividade de embarques anteriores ao Ano Novo chinês.

Com isto, alguns produtos que eram embarcados por via aérea e foram revertidos para o transporte marítimo estão sendo enviados por avião novamente, com o intuito de garantir entregas dentro do prazo.

Os valores de frete já começaram a aumentar em meados de janeiro, quando os membros da TSA (Transpacific Stabilization Agreement) inseriram o sistema de sobretaxas de emergência. A ação aumentou os valores de US$ 1.284 por contêiner de 40 pés do início do ano para quase US$ 1.700 - até certo período do ano passado, a mesma rota computava valores de cerca de US$ 870. Com base nesses números, a Drewry prevê que as taxas da rota Ásia-Europa podem chegar a US$ 2.000 por Teu até o segundo semestre.

No Atlântico, os valores também apresentaram um pequeno aumento, mas a previsão de que comércio global registre um breakeven ainda está longe. O chefe executivo da Atlantic Container Line, Andrew Abbott, informou que o volume de cargas rolantes (equipamento de construção e demais máquinas) movimentadas no Atlântico encontra-se fraco, evidenciando que as indústrias de material para construção e seus fabricantes não esperam uma rápida recuperação das demandas, o que, por sua vez, também influencia no comércio de contêineres.

O grande número de navios ociosos à espera do crescimento do volume de demanda reflete o ponto de vista dos que acreditam que não exista uma recuperação real no mercado de contêineres até que a capacidade seja totalmente absorvida, e para que isso ocorra seriam necessários pelo menos mais dois ou três anos, segundo a Drewry.



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