10/03/2010
Armadores reativam navios ociososOs armadores estão reativando um número cada vez maior de porta-contêineres para suprir a demanda crescente de embarques marítimos. Os navios ociosos estão voltando à ativa graças ao surgimento de novos serviços e à inclusão de embarcações extras nas rotas - para normalizar os transit times estendidos pela política de redução de velocidade -, de acordo com a consultoria Alphaliner.
Segundo previsões da consultoria, a situação atual deve proporcionar o incremento de cerca de 40 navios adicionais com capacidade média nominal para mais de 3.500 contêineres de 20 pés até o final de abril. Destas embarcações, mais de 15 serão retiradas das frotas ociosas e o restante será proveniente de entregas de pedidos a estaleiros e navios liberados de seus contratos de afretamento.
Segundo a Alphaliner, as companhias estão se preparando para a temporada com otimismo nutrido por uma demanda recuperada na maioria das principais rotas de comércio. A frota de navios ociosos dos armadores caiu de cerca de 1 milhão de Teus, para 630 mil Teus, nos últimos 12 meses. E o montante pode cair para 350 mil Teus nos próximos dois meses.
Depois da onda de afretamento nas últimas semanas, navios entre 4 mil Teus e 5 mil Teus estão cada vez mais raros. Com isso, várias embarcações entre 4 mil e 7 mil Teus estão ociosas, mas algumas delas podem vir a ser reativadas a curto prazo, caso a demanda justifique seu retorno ao serviço.
No último levantamento da Alphaliner, realizado em 1° de março, a frota total ociosa computou 1,24 milhão de Teus - o nível mais baixo desde julho de 2009.
Mais notas sobre Marítimo:♦
Forwarders preveem recuperação♦
CMA CGM anuncia retorno dos lucros após crise♦
Cosco Shipping computa queda de 90% nos lucros♦
Navios ociosos correspondem a 5% da frota global♦
Hapag-Lloyd planeja emissão de ações de US$ 632 milhões♦
CSAV freta mais duas embarcações♦
NYK fecha contrato de transporte de carvão para Hong Kong♦
NYK registra lucro recorde no primeiro trimestre fiscal do ano♦
Hamburg Süd contorna crise do ano passado♦
NOL anuncia nova empresa em Cingapura