Port Finance International discutirá perspectivas de investimento nos portos

Evento acontece nos dias 2 e 3 de março no Rio de Janeiro, abordando sistemas de concessões, avanço dos portos, mercado internacional e níveis de eficiência na movimentação de cargas


images (2) Após o lançamento da segunda fase do Plano Nacional de Logística Portuária, o ministro da SEP Helder Barbalho reforçou que o governo conta com a participação da iniciativa privada para aumentar a capacidade dos portos e investimentos em infraestrutura. “O PNLP vai atender tanto a esta quanto às futuras gerações, nos setores públicos e privados, por meio do aumento da eficiência, competitividade e crescimento”, disse o ministro.

Dados do ministério apontam que os portos operaram em torno de 63% de sua capacidade em 2104, somando um volume total de cerca de 900 milhões de toneladas, diante da capacidade portuária brasileira para movimentar cerca de 1,43 bilhões de toneladas.

O ministro sugere que o período contemplado pelo plano, que vai até 2042 ainda deve registrar aumentos da ordem de 103% em movimentação portuária. Barbalho disse que a questão mais importante é a garantia de investimentos de longo prazo ao setor portuário. Sobre o último leilão para as concessões portuárias, ele também estima os números para as próximas décadas: “conseguimos garantir mais de 2 bilhões ao setor, distribuídos em 1,027 bilhões à Codesp, pelos próximos 25 anos; 608 milhões em investimentos na construção de três terminais; além de 430,6 milhões angariados nos lances do leilão. Um grande avanço”, diz o ministro Helder Barbalho.

De acordo com a CNI (Confederação Nacional da Indústria), no entanto, o nível de investimentos realizados nos últimos anos tem sido insuficiente para acompanhar a expansão do mercado internacional. O Diretor Executivo da entidade, Wagner Cardoso, disse que a maioria dos portos públicos operam com níveis muito baixos de eficiência em termos de administração enquanto sofrem com numerosos contenciosos trabalhistas.

download (5)Após a insatisfação por parte da comunidade portuária em relação às concessões iniciais, o mercado espera que as mudanças recentemente adotadas para as últimas concessões dos mais de 110 terminais portuários tragam aos portos mais de US$ 10 bilhões em investimentos.

No entanto, a impressão geral é de que o Brasil ainda tem um longo caminho à frente até atingir a melhoria necessária à infraestrutura portuária, e a implementação de um sistema interligado, terminais intermodais e estrutura moderna de cabotagem, que deveria ser considerada uma prioridade em um país tão grande quanto o Brasil.

A próxima conferência Port Finance International, que será realizada no Rio de Janeiro nos dias 2 e 3 de março, vai abordar as maneiras como a segunda fase do PNLP pode facilitar o avanço dos portos, e quais são as implicações dos investimentos em relação ao mercado de exportações e transportes em geral. Também serão discutidos o impacto sobre os mercados e investimentos estrangeiros e as formas como o Brasil deverá atingir as metas de crescimento.

Os painéis, apresentações e sessões de networking vão abordar temas como: modelos de investimento e financiamento; programas de concessão; infraestrutura para crescimento econômico; facilitação do mercado global; impacto da TPP sobre o mercado brasileiro; influências da política e regulamentações sobre a economia; conectividade; e lições a partir da experiência da comunidade portuária internacional.

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