Ceará paralisa aduana às terças e quintas
Auditores fiscais da Receita Federal protestam por reajuste salarial, mantendo apenas 30% do efetivo
Desde a quarta-feira, dia 14 de julho, os auditores fiscais da Receita Federal do Ceará começaram a se mobilizar em protesto por reajuste salarial. Na terça-feira, dia 19, os trabalhadores do Porto de Pecém (CE) realizaram uma paralisação que, segundo o presidente do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) do Ceará, Helder Rocha, aconteceu “em apoio aos profissionais que trabalham na aduana”. Os auditores afirmam que estão previstas paralisações todas as terças e quintas-feiras, por tempo indeterminado, garantindo apenas o mínimo de 30% do efetivo em atividade.
O protesto ocorre contra o atraso do Governo Federal em enviar um projeto de lei ao Congresso para reajustar os salários da categoria. "Aos auditores que trabalham nas delegacias, alfândega do porto do Mucuripe e do aeroporto, vamos dar apoio aos colegas na aduana, já que lá a pressão é maior. Queremos sinalizar a necessidade de atendimento do que foi acordado com o governo. A aduana tem tempo para gerar impacto. Haverá represamento de carga, e levará alguns dias para ver efeito", afirmou Helder Rocha.
O Sindifisco já adianta que haverá atraso no fluxo de entrada e saída de cargas, com represamento, garantindo prioridade apenas para cargas vivas, perecíveis, medicamentos e outras consideradas urgentes. "Haverá também atraso na apreciação de processos administrativos e incremento na seleção de cargas para conferência", acrescentou.
Em nota oficial, o Sindicato confirmou o propósito das paralisações: "O ato faz parte da estratégia para pressionar o Governo Federal a cumprir o acordo feito com a categoria em março deste ano e que deveria começar a valer a partir de agosto deste ano. A direção do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal - Delegacia Sindical no Ceará (Sindifisco - DS/CE) escolheu o Porto do Pecém para discutir as medidas de fortalecimento da mobilização nas aduanas cearenses".
A próxima paralisação está prevista para hoje (21 de julho), data para a qual o sindicato agendou uma caravana à Alfândega do Aeroporto Pinto Martins (no Terminal de Cargas), como principal atividade de mobilização durante a manhã. Segundo o Sindifisco, “será mais um momento para a categoria demonstrar sua intensa mobilização, pressionar a Administração e prestar o fundamental apoio à equipe do Aeroporto”.
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