Apesar de ter se mantido como o parceiro mais importante em termos de exportação e importação, hoje, os Estados Unidos, perdem para a China no mercado de destino das exportações brasileiras e o primeiro como mercado de origem das importações. Camila Somera Moura, gerente de Comércio Exterior da Amcham (Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos), explica que a China se tornou o principal parceiro comercial do País principalmente por conta de uma demanda crescente por commodities, além de um crescimento de consumo de alguns produtos importados no mercado brasileiro, como, por exemplo, eletrônicos. “Ao todo, as commodities representaram em 2010 quase 90% das exportações realizadas para o mercado chinês, enquanto as commodities representam em torno de 30% das exportações para os Estados Unidos. A intensificação das relações com os EUA, portanto, contribui para o crescimento e modernização do parque industrial brasileiro e tanto o Brasil quanto os EUA tem interesse na intensificação dessa relação”, conclui.
Se tomarmos como base os números, é certo afirmar que a relação entre os países se mantém forte e, apesar da crise econômica, os números demonstram um crescimento na corrente de comércio nos primeiros 6 meses se do ano se comparado com o mesmo período do ano passado. A gerente explica que a balança apresentou crescimento tanto nas exportações quanto nas importações e, neste ritmo, deveremos ter um fechamento superior ao ano de 2010. “Até agosto a Corrente de Comércio indica um crescimento por volta de 30% em relação ao mesmo período de 2010”, diz.
Por outro lado, ainda há muito a crescer. Atualmente, o Brasil é o oitavo maior o comprador de produtos americanos e apenas o décimo oitavo fornecedor. “A negociação de acordos e tratados entre os dois países, redução de barreiras e tarifas são fatores que contribuiriam muito para a evolução das exportações brasileiras. Além disso, a relação entre os países é promissora e vem se fortalecendo ainda mais. A visita do presidente Obama ao Brasil e de diversos membros do seu staff neste primeiro semestre e o encontro recente com a presidente Dilma demonstram isso. A relação está cada vez mais focada em questões sociais e fortalecimento da democracia. A aproximação dos dois países fortalece a abertura para a negociação de acordos e tratados fundamentais para o avanço das relações comerciais”, acredita Camila.





