Plano econômico prevê US$ 527 milhões para infraestrutura norte-americana

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Os portos dos EUA, que estão pobres de fundos para infraestrutura, mais uma vez são obrigados a dividir a pequena fatia de US$ 526,9 milhões concedida pelo governo federal com outros setores de transporte, como o rodoviário e o ferroviário.

As aplicações para a quantia nos “investimentos na infraestrutura nacional” na terceira quota anual do pacote de estímulo econômico do presidente Barack Obama, anunciado em 2009, deve sofrer um complicado processo de pré-aplicação antes de ser apresentado em Washington antes de 31 de outubro.

Uma plateia esperançosa de candidatos está sendo aguardada para convergir com os quatros setores elegíveis de infraestrutura – rodovias e pontes, trânsito, frete e transporte ferroviário de passageiros – e portos.

Os portos americanos devem pressionar o governo usando os méritos do papel que têm no desenvolvimento econômico do país e, também, apontando para as terríveis consequências que ocorreriam caso fossem ignorados.

O sucesso dos portos nas duas versões anteriores do generoso pacote federal foi modesto. Eles acabaram conseguindo apenas 8% dos US$ 1,5 bilhões desembolsados em 2009, quando as ferrovias e rodovias juntas conseguiram 90%, mas conseguiram receber US$ 95 milhões dos US$ 557 milhões distribuídos em 2010.

Os portos estão fazendo um forte lobby para o programa de financiamento Tiger, mantendo o discurso de que, como um dos quatro candidatos elegíveis, eles merecem uma parcela de 25% do fundo. O presidente da Associação Americana de Autoridades Portuárias, Kurt Nagel, exortou políticos, no ano passado, para reconhecer que: “o sistema de movimentação de bens norte-americanos está sendo desafiado pelos inadequados investimentos em infraestrutura e conectividade dos portos marítimos dos EUA”.

Os gargalos portuários, terminais congestionados assim como portos em péssimo estado, especialmente no que diz respeito à dragagem, tem impactos negativos incalculáveis no transporte terrestre e no comércio, em termos de custos de oportunidade, ressaltou o lobby portuário.

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