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Filipinas
Com os efeitos da crise financeira no ano passado, os bilhões em dinheiro repatriado pelos trabalhadores filipinos (incluindo marinheiros) poderiam ser afetados.
Porém, o total repatriado no ano passado por cerca de nove milhões de filipinos que trabalham em outros países cresceu 5% sobre o total de US$ 16,4 bilhões computado em 2008. Apesar deste crescimento ser menor do que o observado em outros anos, as Filipinas dependem do fluxo de dinheiro repatriado, que representam 11% do seu PIB.
O total repatriado por tripulantes (incluindo trabalhadores de cruzeiros e pesqueiros) cresceu 12%, elevando o total para US$ 3,4 bilhões. A tendência se manteve no primeiro trimestre do ano, com um crescimento de 11%, contra 6% dos trabalhadores em terra.
Desta forma, ao invés de sofrer com o impacto da crise financeira global, os filipinos na realidade se beneficiaram. Dadas as condições dos mercados no ano passado e as perdas dos armadores, a explicação óbvia seria que eles foram contratados em maior número, principalmente para substituir mão-de-obra mais cara.
As estatísticas compiladas pelo Banco Central Filipino mostram alguns aumentos interessantes, particularmente entre os países europeus. A Noruega (segunda principal contratante), por exemplo, passou de US$ 136 milhões em 2008 para US$ 300 milhões. O Reino Unido passou de US$ 116 milhões para US$ 251 milhões, e a Dinamarca de US$ 12 milhões para US$ 40 milhões. Os repatriamentos da Europa quase dobraram, de US$ 650 milhões para US$ 1,1 bilhão, enquanto os envios de dinheiro feitos por trabalhadores em terra caíram de pouco mais de US$ 2 bilhões para US$ 1,9 bilhão.
Bimco participa de conferência `Maritime Domain Awareness`
A Bimco participou no mês passado de uma conferência sobre o conceito "Maritime Domain Awareness" (Consciência de Domínio Marítimo, também conhecido como MDA). O domínio marítimo é definido como "todas as áreas e assuntos relativos ou próximos de margear o mar, oceano ou outra via navegável, incluindo todas as atividades marítimas relacionadas, infraestrutura, pessoas, cargas, navios e similares". A definição de MDA é "o efetivo entendimento de qualquer assunto associado ao domínio marítimo que pode ter impacto sobre a segurança, economia e meio ambiente".
A conferência destacou a necessidade de compartilhar informações entre os vários agentes relacionados ao Domínio Marítimo (agências governamentais, consultorias, autoridades militares, indústria, etc.) de modo a se obter a MDA. A complexidade do Domínio Marítimo foi enfatizada várias vezes, assim como a tendência de se divulgar informações em geral, ao invés de compartilhar apenas com os protagonistas.
No evento, a Bimco destacou que a MDA não deve ser vista como um contexto fechado, mas que deve ser entendida como gerenciamento de riscos. A apresentação também incluiu um detalhamento dos diferentes modos de computar informações já estabelecidas, como no caso das Alfândegas, e encorajou o uso de padrões e formatos similares para poupar tempo e recursos, de modo que dados sejam computados com mais segurança e pelos mesmos custos.
Por fim, a AVRA (Automated Voyage Risk Assessment - nova ferramenta da Bimco para gerenciamento de risco), foi apresentada como uma maneira eficaz e a custos aceitáveis para otimizar os níveis de segurança, compartilhando informações e conseguindo transparência entre os vários participantes no campo de segurança marítima.
Demanda do mercado conteinerizado
O nível de preços do mercado spot na rota de Xangai para a costa oeste dos EUA indica que a oferta de navios está apertada. O valor dos fretes subiu 23% no período de 5 semanas, passando de US$ 2.106 por Feu computado em abril para US$ 2.587 por Feu no final de maio.
Os aumentos nos preços nos serviços de Xangai para a Europa mostram que mais navios estão sendo reativados. Os volumes na rota entre Ásia e Europa subiram 21,2% no primeiro trimestre do ano em comparação com o ano anterior. No entanto, em comparação com o nível de volume atestado no primeiro trimestre de 2008, de 3,325 milhões de Teus, ainda é 5,5% inferior.
Já na direção contrária - embarques da Europa para Ásia - os volumes ficaram firmes, com 23% de alta no primeiro trimestre do ano em comparação ao exercício anterior. Com o tempo, o trade pode sofrer queda, mas sem alcançar os índices negativos anteriores, devido às altas importações da Ásia e à fraca demanda europeia.
Uma pesquisa do Danske Bank em rotas-chave do Pacífico mostra que os armadores conseguiram aumentos nos valores de contratos fechados em maio. Com isso, o novo patamar de fretes da costa oeste americana está em torno de US$ 1.800 e US$ 1.900 por Feu, perfazendo um aumento de quase 100%. Os contratos para a costa leste dos EUA estão em torno de US$ 2.800 a US$ 2.900 por Feu, um acréscimo de 50%.
O boom de exportações asiático mostra sinais de ter atingido seu máximo. Exportações se recuperaram rapidamente e voltaram a crescer durante o primeiro trimestre do ano passado, e as exportações japonesas estabeleceram um novo recorde em fevereiro deste ano. Porém, o ritmo das exportações chinesas diminuiu bastante desde o começo deste janeiro, com o aumento das vendas ao exterior caindo pelo terceiro mês consecutivo em maio para o menor nível já registrado, dentro de um período de 10 meses.
Uma parte desta queda pode ser decorrente do ciclo de estoques; o crescimento do comércio global que se seguiu à recessão foi impulsionado pela reposição dos estoques pelos fabricantes no mundo todo, crescimento que agora se encontra parado. No entanto, a taxa global de novas encomendas se estabilizou, se mantendo bem acima da média a longo prazo. Enquanto a taxa de crescimento da produção mundial (e das exportações asiáticas) pode já ter atingido seu máximo, a continuação do crescimento deve se manter até o segundo semestre do ano, a menos que este impulso seja contagiado pela crise de débito.
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