Bimco endossa padrão de qualidade da Fonasba para agentes e brokers
A Fonasba (Federação de Associações Nacionais de Shipbrokers e Agentes) tomou uma iniciativa ousada para estabelecer padrões de qualidade para agentes e brokers. O PQ (Padrão de Qualidade) vai servir para ajudar os armadores e operadores de navios na escolha de quem irá representá-los. Isso vai garantir um nível específico de conhecimentos e experiência assim como um padrão financeiro de quem for o escolhido.
O PQ foi inicialmente lançado em outubro de 2007 e inclui uma auditoria regular controlada pelas associações nacionais e supervisionada pela Fonasba. A medida objetiva garantir que os critérios necessários sejam mantidos e que os integrantes mostram compromisso claro com a qualidade.
O Padrão de Qualidade foi minuciosamente discutido na última reunião geral da associação, realizada na África do Sul, da qual a Bimco também participou na qualidade de membro da Federação. Na ocasião, foi confirmado que, por enquanto, 10 associações que integram a Fonasba, representando mais de 200 empresas na Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Grã-Bretanha, Eslovênia, Espanha, Suécia e Estados Unidos, agora adotam o padrão.
Várias outras associações estão desenvolvendo critérios importantes. Fica, portanto, claro que esta iniciativa está ganhando importância e passando a ser aceita como padrão global de profissionalismo e qualidade de performance no setor de shipbrokers e agenciamento.
Segundo o secretário geral Soren Larsen, a "Bimco endossa totalmente esta iniciativa como um passo importante para elevar os padrões de qualidade em geral, assim como especificamente para os setores de agentes e brokers. Em um ambiente regulatório com foco crescente na segurança marítima e qualidade e riscos de responsabilidade para armadores e operadores de navios, é importante que o setor se esforce pela auto-regulamentação", destacou, completando: "O PQ fornece um grau de proteção para armadores e operadores, estabelece padrões mínimos e garante uma prestação coerente de serviços neste importante setor de nossa indústria".
Ovos demais em um único cesto
Há muito interesse no momento em navegação eletrônica. Ela é vista como um avanço, oferecendo eficiência e aumento de segurança por meio de displays integrados de navegação, mapas eletrônicos e melhor posicionamento. Mas, como sempre, essas "promessas" de melhorias no futuro também trazem algumas importantes qualificações, pois a e-navegação é totalmente dependente das habilidades daqueles que a usam.
Há também vários outros aspectos importantes a serem considerados enquanto o setor se desloca para essa nova era. Cada elemento adicional de sofisticação tende a fazer o navio mais complicado e seus oficiais proporcionalmente menos flexíveis. Há também uma alarmante falta de padrões de equipamento e de software, o que torna pouco provável que dois navios terão os mesmos equipamentos e que oficiais possam se deslocar facilmente de um navio a outro. É bom lembrar a variação de idades de navios que haverá em média na frota.
E enquanto naturalmente se supõe que o sistema de posicionamento global, GPS, com seus satélites amigáveis e grátis estarão sempre à disposição, é bom lembrar que este pode não ser sempre o caso. As coisas mudam, e sempre se deve considerar alternativas. Aqueles, por exemplo, que usam Loran-C devem estar agora cientes que este sistema de navegação baseado em rádio está sendo desativado pela Guarda Costeira americana - e que não há nenhuma alternativa sendo planejada. Se isso importa dada a evidente dependência no GPS é outra coisa.
Dennis Bryant, ex-capitão da Guarda Costeira e advogado marítimo, lembra em seu site que o GPS pode ser bem vulnerável à interferência externa e bloqueio, o que foi confirmado durante um exercício recente no Mar do Norte, com o caos que surgiu a bordo de um navio em que os sinais de GPS foram temporariamente bloqueados. Um incidente eletrônico recente que afetou o recurso em um grande porto da Califórnia também serve de aviso sobre a arriscada dependência moderna dos sinais de GPS e a necessidade de haver alternativas sempre disponíveis.
Acidentes em pontes dos navios
O que tem acontecido nas pontes de navios envolvidos em acidentes se tornou foco de crescente atenção por parte do setor, reguladores e investigadores de acidentes, enquanto investigam suas causas.
Encalhes e colisões continuam a ocorrer, algumas vezes com erros básicos de navegação. Também bem frequentes são as falhas de comunicação entre os presentes na ponte e sua incapacidade de trabalhar como um time.
Em apenas algumas semanas essas pontes disfuncionais foram objeto de aviso por parte de investigadores na Inglaterra e na Noruega. Uma notificação de baixa no encalhe em 2008 de um navio bulk sob pilotagem mostrou que o comandante e o piloto tinham feito treinamento de Gerenciamento de Recursos de Ponte (BRM), mas ainda assim não conseguiram trabalhar afinadamente.
Os investigadores da Accident Investigation Board Norway falaram com outras equipes e chegaram à conclusão que "empresas administradoras de navios e os serviços de pilotagem ainda estão devendo no que se refere ao estabelecimento de como pôr os princípios de BRM em prática".
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