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Eichenberg vê potencial de migrar 200 Teus/mês para marítimo A Eichenberg & Transeich, provedora logística brasileira com atividades que englobam de armazenagem a freight forwarder, verifica um enorme potencial ainda não explorado na utilização da cabotagem na rota Sul - Nordeste/Norte, mas considera que ainda há entraves como pouca oferta de navios e custos nem sempre tão competitivos.
"Estimamos que pelo menos 100 caminhões semanais com contêineres de 40 pés poderiam ser retirados das estradas para ir de navio. São 2.500 toneladas mensais, ou 200 Teus. Mas na ponta do lápis ainda não é a alternativa mais viável", disse ao Guia Marítimo o executivo comercial da empresa, Giné Artero.
A companhia transporta muito do estado do Rio Grande do Sul (Porto Alegre é a matriz da empresa) para as cidades de Manaus, Salvador (tem filial em ambas) e Ceará. "Temos alguns embarques de calçados que poderiam ser alternativas quando o percurso é mais longo", diz o executivo, destacando que hoje esses trajetos são feitos de caminhão.
Os negócios da Eichenberg são pulverizados. O market share do rodoviário fica em torno de 40%; a parte aduaneira responde por aproximadamente 30% (no RS é o maior despachante aduaneiro); 10% são armazenagem, inclusive de documentos; e o restante é freight forwarder, segmento no qual se insere a cabotagem, com ínfimo 1% de participação nesse universo.
"É a menor alternativa, infelizmente, porque são poucas opções de armadores, a frequência não é tão grande e ainda depende do rodoviário da mesma forma. Pessoalmente acho que deveria ser a melhor opção, até pelo perfil do país e da população, que em sua maioria vive próxima à costa", reitera Artero
Começo
A Eichenberg começou como despachante aduaneiro, depois desenvolveu a parte de armazenagem, transporte rodoviário e de freight forwarder, atuando nos modais aéreo, marítimo, tanto na importação e exportação como na carga doméstica. Há 10 anos a empresa tinha 200 funcionários, hoje, são mais de 1000.
Além da matriz em Porto Alegre, está presente com unidades próprias em Caxias do Sul, Curitiba, Itajaí, Manaus, Novo Hamburgo, Rio Grande, Salvador, Santa Cruz do Sul, Santos, São Paulo, Buenos Aires, Santiago do Chile e Montevidéu. Diariamente a empresa tem caminhões saindo para o Rio Grande do Sul, Montevidéu, Santiago do Chile e Buenos Aires.
Recentemente, a Eichenberg & Transeich fez a logística de transporte dos produtos da Nike para os jogadores e comissão técnica da seleção brasileira de futebol até o Rio de Janeiro, antes de embarcarem para a África, rumo à Copa. A operação celebrou parceria de 10 anos entre a Nike e a empresa.
Log-In e Celsur assumem logística da Dow A Log-In Logística Intermodal e a Celsur Logistica S.A., operador logístico argentino, venceram concorrência realizada pela Dow Química Argentina para realizar a cadeia integrada de logística de plásticos da Dow Brasil S.A. - PBBpolisur S.A. O negócio envolve a planta em Bahía Blanca, Argentina, as operações dos centros de distribuição de Ribera Sur na Argentina e em Santa Catarina no Brasil.
De acordo com a Log-In, os termos de acordo ainda estão em discussão e serão informados ao mercado assim que os contratos forem assinados, o que está previsto para ocorrer no terceiro trimestre deste ano.
Ainda de acordo com a Log-In, o negócio com a Celsur e a operação que será desenvolvida com a Dow Química integram a estratégia da companhia de desenvolver soluções especializadas para logística de cargas no Mercosul.
Espanhóis investem R$ 80 milhões em fábrica em Suape O grupo espanhol PG&A Empreendimentos anunciou que investirá R$ 80 milhões para implantar uma fábrica de cimento no Complexo Industrial Portuário de Suape (PE). A planta atenderá exclusivamente o mercado de Pernambuco, hoje o maior consumidor do produto na região Nordeste.
Atualmente, a produção pernambucana atende somente 10% da demanda do estado - o restante é fornecido por outros estados, notadamente a Paraíba. Além do crescimento do setor imobiliário, Pernambuco também registra expansão na construção industrial e nas obras públicas.
A unidade da PG&A em Suape terá capacidade para fabricar aproximadamente 500 mil toneladas de cimento anuais. O projeto já conta com uma fase de expansão que dobrará a capacidade em cinco anos se a demanda continuar alta.
Entre empregos diretos e indiretos, serão geradas 600 vagas. A previsão é que a terraplenagem tenha início em seis meses e a obra seja concluída em 18 meses.
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