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Cascos de navios para plataformas serão feitos em Rio Grande
O grupo Engevix construirá oito cascos de navios para plataformas de exploração de petróleo e gás da Petrobras nos próximos seis anos. O contrato é estimado em US$ 4 bilhões e será executado no polo naval gaúcho, utilizando a estrutura do Estaleiro Rio Grande. Somente a mão de obra envolvida na produção demandará metade dos recursos.

As chapas de aço que serão transformadas em cascos devem chegar a Rio Grande até o final deste ano. A seguir, será feita a integração dos módulos que formam a plataforma de petróleo - ainda não está definido onde será feita essa etapa.

Cada casco terá capacidade para armazenar até 1,6 milhão de barris. As estruturas serão semelhantes à P-53 (navio petroleiro convertido em unidade de produção de óleo e gás), concluída em Rio Grande em 2008.

A primeira encomenda da Engevix deve ser finalizada em 2012. A estimativa é que cada casco pese cerca de 40 mil toneladas. Quando concluídas, as plataformas terão cerca de 50 mil toneladas, comprimento de 310 metros e 55 metros de largura.





Fábrica da Volvo Construction deve bater recorde neste ano
A fábrica da Volvo Construction Equipment em Pederneiras (Interior de São Paulo) deverá bater recorde neste ano. A expectativa é que sejam produzidos mais de 3 mil equipamentos de construção e extração, como carregadeiras e motoniveladoras, superando a marca histórica de 2008.

A projeção se deve à perspectiva de retomada das vendas em países latino-americanos e à manutenção da demanda brasileira por equipamentos pesados. Em 2009, os volumes produzidos no País caíram aproximadamente 50%, ficando em 1,5 mil unidades.

Mesmo assim, no ano passado o Brasil aumentou em 17% as compras de equipamentos da Volvo CE e respondeu por 73% dos 2.460 equipamentos comercializados na América Latina. Neste exercício, a perspectiva é que sejam comercializados 2.897 equipamentos na América Latina.

Ainda no atual exercício, a empresa pretende investir cerca de US$ 10 milhões na modernização da unidade paulista, cuja taxa de ocupação deverá ficar entre 70% e 75%.



PAC, Copa e Olimpíadas impulsionam transporte de aço
As obras de infraestrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), da Copa do Mundo e das Olimpíadas, em 2014 e 2016, respectivamente, estão impulsionando o transporte marítimo de aço para a industrialização, especialmente na subida para a Zona Franca de Manaus, onde estão concentradas diversas fábricas. Depois de beneficiada, a carga desce para as regiões Sul e Sudeste.

Em entrevista ao Guia Marítimo, a Amazon Aço Indústria e Comércio revela que aumentou em 900% os volumes no tráfego de cabotagem a partir de Manaus. A empresa localizada na ZF importa aço de mercados como a Rússia, Coreia, China, México e Estados Unidos para beneficiamento e posterior venda de bobinas, chapas e tubos no mercado interno.

Nos primeiros meses de operação da fábrica - inaugurada em 2008 - os embarques eram da ordem de 300 toneladas semanais para o Sul e Sudeste. Aproximadamente um ano depois, chegaram a 2 mil toneladas. Fechou 2009 com cerca de 3 mil toneladas. "Os volumes crescem literalmente semana a semana", destaca o gerente industrial, Rodinei de Oliveira. "Estamos buscando mercado e ampliar a presença".

Hoje, 100% do que a Amazon transporta vai de navio e em contêiner - a empresa atua com a Aliança Navegação e a Mercosul Line. As rotas são: de Manaus para Belém, São Paulo (destino de 40% das cargas), Recife, Porto Velho e Rio de Janeiro (e daí para Belo Horizonte, por acessos terrestres).

Outra empresa localizada na Zona Franca de Manaus que também utiliza cabotagem no transporte de aço é a Fermazon Ferro e Aço do Amazonas. A carga é comprada da Arcelor Mittal e da Gerdau. No primeiro caso, o aço é transportado de barcaça e rodovia até Manaus. Já os carregamentos da Gerdau sobem para o Norte de navio, a partir do Porto de Santos. São cerca de 25 a 30 toneladas por mês nesse trajeto.

"Os carregamentos de aço aumentaram entre 30% e 35% entre o meio de 2009 e o final do ano já em razão da Copa e também por conta do polo de construção civil em Manaus. Várias construtoras do Sul e Sudeste estão instaladas aqui", afirma o assistente de Logística da Fermazon, Rodolfo Barroso. Em condições normais, o crescimento percentual a cada seis meses fica em torno de sete pontos.

De acordo com o governo federal, os recursos para a Copa de 2014 devem bater na casa dos R$ 21,8 bilhões. Só no setor portuário, o aporte federal para dotar os principais complexos de capacidade para receber turistas será de R$ 700 milhões. O Rio de Janeiro ficará com a maior parcela - R$ 300 milhões do total.