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Dragagem de aprofundamento começa
Depois de diversos anúncios desde a assinatura do contrato, em outubro, a dragagem de aprofundamento do Porto de Santos finalmente começou no dia 21 de fevereiro, com os trabalhos da draga chinesa Hang Jung 5001. A retirada dos sedimentos começou a cerca de 12 quilômetros da entrada do canal de navegação.

A obra será realizada por mais dois equipamentos que, no total, ampliarão a profundidade do porto, que oscila entre 12 e 13 metros, para 15 metros. O projeto permitirá a escala de embarcações com capacidade de transporte superior a 7 mil Teus. A obra é custeada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), contanto com R$ 199,5 milhões.
De acordo com o consórcio responsável pela obra, Draga Brasil, o porto atingirá os 15 metros antes do final do ano.


Libra quer aprovar duplicação neste ano
A Libra Terminais trabalha para obter até o final deste ano a autorização para unificar e ampliar as instalações em Santos. As intervenções praticamente duplicarão a capacidade de movimentação da companhia, que passará a ser de quase 1,7 milhão de Teus anuais. O cais do novo terminal passará dos atuais 1.350 metros de extensão para 1.700 metros. A estimativa é que sejam necessários investimentos no valor de R$ 400 milhões.

"Fizemos os estudos, apresentamos à Codesp, à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), às demais entidades envolvidas, e estamos aguardando um retorno. Estamos animados. Até o final do ano esperamos desenvolver o projeto, assinar documentos legais ligados a essa autorização e começar a obra", disse o presidente da Libra, Gustavo Pecly. Uma vez iniciadas as intervenções, a obra deve ficar pronta depois de um ano e meio.

A nova configuração da Libra em Santos consistirá primeiramente na unificação física do T-35 e T-37, possibilidade prevista no contrato de arrendamento firmado com a autoridade portuária, a Codesp. Para tanto, está em curso o processo de incorporação (sem licitação) de uma área de 20 mil metros quadrados na fronteira das instalações, o que é permitido pela Lei de Modernização dos Portos (8.630/93) caso o terreno, sozinho, não tenha viabilidade técnica e econômica para receber um terminal.

"A área fica exatamente entre o T-35 e o T-37, então tem uma condição física bastante apropriada. Somente o aumento real mais a integração dos terminais dobrarão o potencial de movimentação da Libra em Santos. Hoje, a separação física nos dá uma restrição de volume bastante importante. Agora, o projeto Libra Santos trabalha com retroárea. Sempre tivemos o perfil de, pelo fato de não termos muita área na beira do cais, utilizarmos área externa", pontua Pecly.


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