01/02/2012

Transpetro espera crescer este ano

Clima otimista se deve à ampliação de embarcações.Leia Mais

Andrezza Queiroga

Com uma frota atual de 55 navios, sendo 8 gaseiros de 4.500 a 8.800 TPB (Toneladas de Porte Bruto) e 47 petroleiros de 18.000 a 153.000 TPB, a Transpetro (Petrobras Transporte S.A.) possui uma contribuição fundamental para a ampliação da frota brasileira de cabotagem por conta do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota), que prevê a encomenda de 49 embarcações junto a estaleiros nacionais. Até o momento, já foram contratados 41 navios, a um investimento de R$ 9,6 bilhões. Os oito últimos estão em fase final de licitação.

Além disso, em novembro do ano passado, a companhia iniciou as operações do primeiro navio do Promef, o navio de produtos Celso Furtado, construído pelo Estaleiro Mauá. Trata-se do primeiro petroleiro entregue por um estaleiro nacional ao Sistema Petrobras em 14 anos.
A embarcação, construída com as mais modernas tecnologias disponíveis e com 48 mil TPB, está sendo usada para o transporte de derivados claros de petróleo (como gasolina e diesel) pela costa brasileira. Outras três embarcações idênticas, batizadas de Sérgio Buarque de Holanda, Rômulo Almeida e José Alencar, já foram lançadas pelo Mauá e estão em fase final de acabamentos no cais do estaleiro.

De acordo com a empresa, a expectativa é que sejam recebidos outros três navios ainda este ano e, também, em 2012, a Transpetro recebe os navios suezmax João Cândido e Zumbi dos Palmares, em construção pelo EAS (Estaleiro Atlântico Sul).
para a companhia, o Promef tem como objetivo transformar as necessidades geradas pelo aumento da produção do petróleo em oportunidades para os brasileiros. “Construir navios no exterior significa exportar divisas e empregos, além de abrir mão da soberania marítima”, informa a Transpetro.

Cenário
A cabotagem, apesar de ainda ser um meio de navegação que tem muito a crescer, representa para a companhia um importante elo na cadeia logística de abastecimento do Sistema Petrobras. “Dos campos de produção, o petróleo é transportado, por navios, para os terminais da Transpetro e, de lá, até as refinarias. Após o refino, os derivados são novamente escoados por dutos aos terminais aquaviários e terrestres para serem entregues também por navios às companhias distribuidoras, chegando aos mercados nacional (cabotagem) e internacional (longo curso)”, resume a companhia.

Ao todo, os 28 terminais aquaviários operados pela Transpetro abrangem 8.698 quilômetros da costa brasileira e são operados por meio de píeres, monobóias ou de quadro de bóias, além de 4.500 quilômetros de rios e lagoas navegáveis.

Vantagens

Para a empresa, a vantagem de atuar via cabotagem inclui diversos benefícios tais como maior eficiência energética; maior capacidade de concentração de cargas; maior vida útil da infraestrutura e dos equipamentos e veículos (navios), além de maior segurança e controle fiscal. Também apresenta um menor custo operacional, de infraestrutura e combustível; menor emissão de poluentes; menor congestionamento de tráfego e menor índice de acidentes, impacto ambiental e emissão de ruídos se comparado com os outros modais.
Cargas

A companhia, que na maior parte das atividades diz respeito aos portos de São Sebastião, Salvador, Santos e Rio de Janeiro devido ao parque de refino instalado nessas regiões, não obteve no ano passado crescimento no volume de carga transportada. Isso se deve, principalmente, às docagens e conversões realizadas em 2011. Em contrapartida, para 2012, a Transpetro prevê um aumento significativo na carga transportada em função da entrada de novos navios em operação.

Perfil

A maior armadora da América Latina e principal empresa de logística e transporte de combustíveis do Brasil, a Transpetro, subsidiária integral da Petrobras, foi criada em 12 de junho de 1998 e  atende às atividades de transporte e armazenamento de petróleo e derivados, álcool, biocombustíveis e gás natural.

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