Top 25 da navegação mundial

Relatório Dynaliners aponta que os 25 maiores armadores detêm 87% da capacidade mundial de containers

As 25 maiores operadoras de carga em containers do mundo (incluindo subsidiárias, afiliadas e coligadas) controlam 62% de todos os navios porta-containers disponíveis para uso em serviços comerciais. Em volumes transportados, elas são responsáveis por 87% da capacidade global de containers para navegação, segundo o relatório Dynaliners. Suas encomendas de novas embarcações representam 53% dos navios em produção, com 81% da capacidade mundial.

Na comparação com o cenário de três meses atrás, a lista das Top 25 mudou significativamente. Com a saída da APL, hoje integrante da CMA CGM e a entrada da Simatech na UAE, algumas classificações mudaram, a exemplo da Yang Ming, que pulou três posições, ou da UASC e a MOL, que caíram uma, passando para 11ª e 12tª em tamanho, respectivamente. A partir da 13ª do ranking, a NYK, até a 22ª, todas ganharam uma posição, especialmente por conta da APL. A atual 23ª companhia, Arkas, ganhou duas posições, vindo de 25ª no ano passado. E ainda mais mudanças ainda vêm pela frente: caso a fusão entre a Hapag-Lloyd e a UASC prossiga, como é esperado pelo mercado, a nova entidade, expandida, ocuparia a posição de quinta maior companhia de navegação, com 226 navios e capacidade total de movimentar 1,4 milhões de Teus. Como resultado, a Regional Container Lines (com 31 navios e 56.000 Teus), voltaria a configurar entre as Top 25.

Confira a lista das Top 25, divulgada por Dynaliners (Teus representados em milhares) 

Maersk Line, com 621 navios, 3.162 Teus e 29 novas encomendas

MSC, com 496 navios, 2.765 Teus e 34 novas encomendas

CMA CGM, com 531 navios 2.337 Teus e 24 novas encomendas

CoscoCS, com 289 navios, 1.569 Teus e 35 novas encomendas

Evergreen, com 189 navios, 962 Teus e 39 novas encomendas

Hapag-Lloyd, com 170 navios, 933 Teus e 5 novas encomendas

Hamburg Süd, com 123 navios, 626 Teus e 8 novas encomendas

Hanjin, com 100 navios e 621 Teus, sem encomendas

OOCL, com 109 navios, 603 Teus e 6 novas encomendas

10ª Yang Ming, com 103 navios, 576 Teus e 8 novas encomendas

11ª UASC, com 56 navios, 541 Teus e 2 novas encomendas

12ª MOL, com 83 navios, 516 Teus e 6 novas encomendas

13ª NYK, com 97 navios, 498 Teus e 13 novas encomendas

14ª Hyundai, com 57 navios, 410 Teus e 2 novas encomendas

15ª "K" Line, com 68 navios, 390 Teus e 5 novas encomendas

16ª ZIM, com 80 navios e 358 Teus, sem encomendas

17ª PIL, com 134 navios, 343 Teus e 12 novas encomendas

18ª Wan Hai, com 95 navios 240 Teus e 8 novas encomendas

19ª X-Press Feeders, com 95 navios e 146 Teus, sem encomendas

20ª KMTC, com 61 navios, 125 Teus e 4 novas encomendas

21ª IRISL, com 47 navios, 100 Teus e 1 nova encomenda

22ª SITC, com 73 navios e 92 Teus

23ª Arkas, com 48 navios, 77 Teus e 4 novas encomendas

24ª T.S. Lines, com 39 navios, 72 Teus e 2 novas encomendas

25ª Simatech, com 19 navios e 56 Teus.

Subsidiárias, coligadas e marcas associadas:

A Maersk Line inclui MCC, Mercosul Line, Safmarine, Seago and SeaLand

A CMA CGM inclui ANL, APL, Cheng Lie, CoMaNav, Delmas, FAS e MacAndrews

CoscoCS consolida as atividades em containers da China Shipping Container Lines, Coscon, Coheung, Golden Sea Shipping, Shanghai Panasia e Shanghai Puhai

Hamburg Süd inclui Aliança e CCNI 17

Pacific International Lines inclui Advance Container Line, Pacific Direct Line e Mariana Express Line

O ranking Top 25 é um retrato da situação do momento em que foi compilado. Serviços de chartering ou reposicionamento de navios no mercado têm impacto imediato na classificação de uma determinada companhia e sua frota. Não é possível simplesmente acrescentar à capacidade existente a oferta esperada com novos navios encomendados para determinar rankings futuros, uma vez que se deve considerer que os novos navios devem substituir serviços próprios da companhia, ou de charter.

Fusões e incorporações

A China Shipping Container Line está prestes a mudar o nome para Cosco Shipping Development Co., ou CS Development. Segundo o relatório Dynaliners, se tudo correr como previsto, a China Shipping terá completado a transferência de seus serviços de cargas containerizadas para a CoscoCS (Coscon) em 1 de agosto, mantendo os laços com a companhia como proprietária de ativos, investidora e provedora de leasing relacionado a navios, containers e outros bens.

Na prática, assim que as operações dos serviços de carga em containers forem passadas à CoscoCS (Coscon), a companhia estará ativa em duas alianças diferentes: CKYHE (por meio da Coscon, junto com Evergreen, Hanjin, “K” Line e Yang Ming) e Ocean 3 (pela China Shipping, com a CMA CGM e a UASC). Isso deve acontecer até que as novas alianças previstas para entrar em operação em abril de 2017 realmente sejam concretizadas – caso sejam de fato. Para a União Europeia e para órgãos reguladores dos Estados Unidos, estar envolvido em duas alianças não é aceitável como prática de mercado, declarou o relatório Dynaliners.

Fretes

O índice chinês que mede as tarifas de frete marítimo SCFI (Shanghai Containerized Freight Index) demonstrou que os valores mundiais alcançados na semana passada melhoraram consideravelmente. De acordo com o relatório Dynaliners, os valores praticados na exportação da China para a Europa cresceram 77% (para US$ 1.206/Teu), assim como da China para o Mediterrâneo, com aumento de 51% (chegando a US$ 1.172/Teu).

Os resultados positivos, de acordo com a publicação, ainda podem continuar na rota entre o extremo oriente e a Europa, como reflexo das medidas de redução de capacidade aplicadas aos serviços, e da previsão de aumento dos volumes em 7% no segundo semestre deste ano, uma vez que os estoques europeus chegaram a patamares muito baixos, segundo relatório da Maritime Strategies International.

Em comparação com 2015, no entanto, um ano que nem foi especialmente marcante, a situação ainda não está nada boa. Na média total de 2015, as tarifas spot para o norte da Europa ficaram em US$ 622/Teu segundo o índice de Shangai, enquanto, em 2016, o valor médio ainda não passou de US$ 510/Teu, o que significa que as tarifas spot terão de chegar a US$ 735/Teu todas as semanas até o fim do ano para exceder a média do ano anterior – algo que só aconteceu em quatro ocasiões em 2016 até o momento.

Para obter o relatório completo, acesse a publicação Dynaliners.


5 Comentários

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  • J
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    Jeremias Lubela

    08/04/2018 16:57


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    gilberto gedion gollo

    15/03/2018 12:03

    Bom dia!!!

    Gostaria da opinião da revista ou de um profissional da área de navegação mais especifica para da " Cabotagem ".
    Porque qual ou quais motivos que temos somente (3) três companhias de navegação atuando na costa brasileira, sendo que uma companhia é proprietária de (2) duas, ditando regras, impondo valores e condições as industrias, onde percebemos ficarem engessadas, agregando custos ao produto e, consequentemente.
    Qual o motivo da falta de companhias de navegação de cabotagem ?

  • A
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    Alexandre

    16/10/2017 10:08

    Iluminação

  • F
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    felipe

    09/08/2017 17:39

    ola, vcs tem essa informação atualizada ????

  • D
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    David Cabral

    06/04/2017 20:12

    gostaria de receber as revistas do guia maritimo