Cabotagem no Norte soma 10,8 milhões de toneladas em 2025, aponta Antaq

A cabotagem na região Norte movimentou 10,8 milhões de toneladas entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). No recorte, o avanço ocorre em meio à consolidação do Programa BR do Mar, que busca ampliar previsibilidade regulatória e a oferta de serviços na navegação costeira.

Na comparação com o mesmo período de 2024, o transporte por cabotagem na região registrou aumento de cerca de 200 mil toneladas, considerando todos os perfis de carga. O dado vem acompanhado de alta informada de 8,25% na movimentação de contêineres, mantendo uma trajetória de expansão que já havia aparecido no ano anterior.

Os principais polos de origem citados para a cabotagem no Norte concentram-se no Pará com Trombetas, Juruti e Vila do Conde, além de Manaus (AM). A partir desses pontos, as cargas seguem majoritariamente para portos do Nordeste e do Sudeste, que operam como áreas de consumo e redistribuição, com efeito direto no abastecimento e na integração entre regiões.

O maior volume no período foi atribuído à bauxita, em granel sólido e carga geral, que somou 3,86 milhões de toneladas. Em seguida aparecem as cargas conteinerizadas, com 3,23 milhões de toneladas, grupo que reúne bens industriais e tecnológicos, alimentos, bebidas e insumos e os granéis líquidos e gasosos, com destaque para petróleo e derivados, que totalizaram 2,81 milhões de toneladas.

No recorte específico de contêineres, o volume transportado na cabotagem do Norte teria crescido de forma contínua após a criação do BR do Mar: 2,4 milhões de toneladas (2022), 2,5 milhões (2023), 3,0 milhões (2024) e 3,2 milhões (2025), o maior patamar mencionado para a região. Na prática, esse tipo de carga tende a ser o que mais “aparece” para o embarcador e para as cidades, por sustentar fluxos regulares de abastecimento e reposição.

O desempenho é associado às medidas do BR do Mar voltadas a aumentar previsibilidade e segurança jurídica e a estimular competição no setor. Entre os instrumentos mencionados estão a Portaria de Cláusulas Essenciais para Contratos de Longo Prazo (publicada em novembro de 2025) e a Portaria de Embarcação Sustentável (citada como em fase final de regulamentação), com a intenção de dar mais estabilidade ao mercado e criar incentivos de sustentabilidade na navegação.



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