Shell obtém licença inédita e passa a operar navio de cabotagem no Brasil
Em um movimento inédito no país, a Shell tornou-se a primeira empresa internacional de óleo e gás a obter autorização para atuar como Empresa Brasileira de Navegação (EBN), reforçando seu compromisso de longo prazo com o desenvolvimento do setor energético nacional e com o fortalecimento da indústria marítima brasileira.
Com a licença, a companhia iniciou a operação do navio-tanque aliviador DP Ametista Brasil, embarcação registrada no país e operada com tripulação 100% brasileira. O navio será empregado no transporte de óleo por cabotagem ao longo da costa brasileira, com foco nas operações ligadas aos ativos do pré-sal na Bacia de Santos, ampliando a eficiência logística e operacional das atividades da Shell no Brasil.
A operação marca um avanço relevante na estratégia da companhia ao integrar uma embarcação à frota própria, atendendo aos requisitos regulatórios exigidos para a obtenção da licença de EBN. O DP Ametista Brasil foi originalmente construído na Coreia do Sul para a Knutsen NYK Offshore Tankers (KNOT) e atuou por cerca de oito anos na frota afretada da Shell antes de ser incorporado definitivamente às operações no país.
Após um período estruturado de treinamento e capacitação, a operação do navio conta atualmente com 48 profissionais marítimos brasileiros, todos certificados e capacitados para atuar em operações de alta complexidade. A iniciativa contribui diretamente para a geração de empregos qualificados e para o fortalecimento da mão de obra nacional no segmento offshore e de transporte marítimo de petróleo.
Segundo a Shell, a decisão de registrar a embarcação no Brasil e operar com tripulação local traz ganhos operacionais, financeiros e ambientais. “A nova operação gera ganhos de eficiência e otimizações financeiras para o grupo, alinhados às boas práticas de gestão e governança, enquanto fomentamos a geração de emprego e renda para profissionais brasileiros”, afirma Vinicius Mazzei, gerente Comercial da Shell Brasil.
Além dos impactos econômicos e sociais, a operação como EBN também contribui para a agenda de eficiência energética e sustentabilidade da companhia. De acordo com a Shell, o uso de uma embarcação registrada no Brasil reduz a necessidade de deslocamentos logísticos recorrentes de tripulações e embarcações estrangeiras, resultando em menor consumo de combustível e redução das emissões associadas às operações.
“Uma embarcação registrada no Brasil e com tripulação local contribui para a redução de deslocamentos logísticos recorrentes, o que resulta em menor consumo de combustível e, consequentemente, na redução das emissões associadas às operações”, destaca Mazzei.
Com a iniciativa, a Shell inaugura um novo modelo de atuação no transporte marítimo de óleo no país, ampliando a integração entre operações offshore, cabotagem e conteúdo local, em um momento de expansão e amadurecimento do setor energético brasileiro.
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