Rhenus destaca sustentabilidade, rotas aéreas e marítimas

O Guia Marítimo, idealizador da Intermodal South America, como de hábito, promoveu nova rodada de entrevistas com líderes do setor. O objetivo é avaliar o humor do mercado em relação aos problemas geopolíticos, sobrecarga da infraestrutura, em risco de colapso, metas ESG, inovação e medidas para mitigar crescentes riscos na segurança das cargas. E, como não poderia deixar de ser, pesquisa quanto aos resultados da empresa na Intermodal para aqueles que participaram.


A Rhenus Logistics Brasil ajusta operações para cenários geopolíticos desafiadores, priorizando flexibilidade e rotas alternativas no Brasil. Em entrevista ao Guia Marítimo, Bruna Ventura, Managing Director, enfatizou o uso de aeroportos regionais e parcerias locais para evitar congestionamentos em hubs principais. A abordagem combina rede global com expertise regional, visando cadeias de suprimento industriais mais estáveis.

Ventura destacou que disrupções globais, como restrições de energia e tarifas, transformaram desafios em oportunidades para diversificar modais. No país, a empresa explora rotas não tradicionais e planeja com clientes prazos realistas, reduzindo riscos de interrupção. Parcerias com portos, aeroportos e despachantes aduaneiros garantem agilidade, especialmente em picos de demanda. Essa estratégia reflete investimentos de longo prazo em um mercado onde infraestrutura opera no limite.

A Rhenus avança em metas de emissões zero até 2045 com iniciativas como o RheGreen, serviço aéreo que corta até 40% das emissões de CO2 por meio de aeronaves eficientes. Ferramentas digitais, incluindo o Emissions Dashboard e Transport Mode Optimizer, dão visibilidade ao carbono e sugerem modais de baixo impacto. Relatórios pós-operação apoiam clientes em planejamento responsável, alinhados a padrões globais. Ventura nota que a empresa educa o mercado sobre escolhas conscientes, sem prazos rígidos para adoção em escala.

A inteligência artificial entra em rastreamento e gestão operacional, combinada a conhecimento local para eficiência. No manuseio de cargas sensíveis, como eletrônicos, avaliações de risco ajustam rotas contra roubo ou extravio. Essa integração global-local mitiga vulnerabilidades no transporte interno brasileiro.

Entre as inovações apresentadas, destaca-se a consolidação aérea via Amsterdã para São Paulo (GRU) e Viracopos (VCP), otimizada para farmacêuticos, químicos e alta tecnologia da Europa e Ásia. No marítimo, foco em FCL Ásia-Brasil com diversificação de armadores e serviços porta a porta. Project logistics ganha ênfase para cargas industriais complexas, com engenharia sob medida. Essas frentes respondem à diversificação de fornecedores e demanda por hubs qualificados.

Sem apostar em uma única tecnologia, a Rhenus adota neutralidade para combustíveis de baixo carbono, acompanhando regulação e infraestrutura. O foco está em preparar operações e orientar clientes, que ainda refinam prioridades sustentáveis. Ventura vê o Brasil bem posicionado para powershoring, mas enfatiza maturidade do mercado para escalas maiores.

Essas estratégias posicionam a Rhenus para impactos duradouros em logística brasileira, especialmente com eventos como a ISA 2026 sinalizando tendências para o resto do ano. O setor aguarda como essas adaptações influenciarão concorrência e investimentos em infraestrutura.




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