Craft inicia operação de FCL própria no México

A Craft anunciou o início de operação de FCL própria no México, passando a atuar com unidade dedicada de contêineres completos para agentes de carga em um dos mercados mais estratégicos da América do Norte. A companhia afirma que a novidade reforça sua estratégia de expansão internacional, com modelo neutro já consolidado em dez países das Américas, onde opera de forma própria em serviços de FCL e LCL para agentes de carga.

No México, a empresa passa a oferecer soluções de compra de capacidade, negociação de frete e gestão de fretes marítimos em formato FCL, atuando em parceria com agentes de carga e despachantes locais, sem vínculo exclusivo com armadores específicos. Segundo a Craft, esse modelo permite maior previsibilidade, escala e acesso a diferentes rotas, algo que vem funcionando em mercados como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Equador, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Estados Unidos.

A nova unidade integra a estrutura da WSL Lines, divisão do grupo voltada à compra e gestão global de fretes marítimos junto às companhias marítimas. Com a atuação no México, a WSL amplia sua capacidade de conexão em rotas que unem América, Europa e Ásia, aproveitando a posição central do país nas cadeias globais de suprimentos — impulsionada pelo crescimento do nearshoring e pela forte integração econômica com os Estados Unidos.

O fundador da Craft, Marcellus Hansford, afirma que a chegada ao México é um passo natural na extensão do modelo que já foi consolidado na América do Sul, com foco em fortalecer agentes locais por meio de acesso global, rede de partners e gestão integrada de fretes. A empresa também destaca a continuidade da parceria com a Fast Forward, que segue como parceiro estratégico de LCL no mercado mexicano, mantendo o formato colaborativo que a companhia vem desenvolvendo em toda a região.

Com a nova operação, a Craft amplia a construção de uma plataforma global integrada, conectando mercados estratégicos de exportação e importação. Na prática, o México passa a ser um novo elo de uma rede que já integra fluxos entre Américas, Europa e Ásia, agora com estrutura própria de FCL no país.



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