Libraport movimenta US$ 203,58 milhões em cargas de saúde animal no primeiro quadrimestre de 2026

A Libraport movimentou US$ 203,58 milhões em cargas destinadas ao segmento de saúde animal entre janeiro e abril de 2026, alta de 56% em relação aos US$ 130,59 milhões registrados no mesmo período de 2025. O resultado consolida a posição da empresa como um dos principais recintos alfandegados especializados nesse tipo de carga no país.

O desempenho da Libraport ocorre em um cenário de desaceleração das importações brasileiras do setor. Segundo dados do Comex Stat, o mercado nacional movimentou US$ 302,4 milhões em produtos para saúde animal entre janeiro e abril deste ano, retração de cerca de 20% frente aos US$ 378 milhões do mesmo período de 2025. Enquanto o setor como um todo recuou, a movimentação da empresa cresceu, ampliando sua participação relativa no segmento.

Em 2025, a Libraport movimentou US$ 422,68 milhões em cargas voltadas à saúde animal ao longo de todo o ano. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o volume já corresponde a quase metade do total registrado no ano anterior.

Segundo Bruno Barbosa, diretor presidente da Libraport, o segmento de saúde animal exige operação logística altamente especializada, já que qualquer variação nas condições de armazenagem pode comprometer a qualidade e a eficácia dos produtos. Ele afirma que a empresa tem investido continuamente em infraestrutura, tecnologia, processos e qualificação de equipe para atender às exigências dos órgãos reguladores.

A estrutura da Libraport foi desenvolvida para atender cargas sensíveis e de alto valor agregado. O recinto alfandegado conta com áreas refrigeradas e climatizadas para armazenamento de medicamentos veterinários, vacinas, produtos biológicos e insumos farmacêuticos, além de docas voltadas a produtos termossensíveis e áreas segregadas que evitam contaminação cruzada. A capacidade instalada ultrapassa 5,3 mil posições palete exclusivas para produtos que exigem controle de temperatura.

O crescimento da Libraport em meio à retração geral do setor reforça a tendência de especialização logística como fator de diferenciação competitiva em cadeias sensíveis, como a de saúde animal, em que capacidade técnica e conformidade regulatória pesam tanto quanto capacidade de movimentação.





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