Norcoast evitou 317,8 mil toneladas de CO₂e em 2025

evantamento analisou 49,6 mil fretes realizados pela companhia e mostra que a cabotagem emitiu 72,1% menos gases de efeito estufa em comparação ao modal rodoviário

A Norcoast evitou a emissão de 317,8 mil toneladas de CO₂e no meio ambiente em 2025 ao realizar suas operações por cabotagem, segundo levantamento interno da companhia. O estudo analisou 49.611 fretes e cerca de 957,2 mil toneladas de cargas transportadas ao longo do ano, comparando a operação intermodal da empresa — que combina trecho marítimo e transporte rodoviário de apoio — com um cenário simulado em que os mesmos volumes, origens e destinos fossem atendidos integralmente por rodovias.

Para a Norcoast, o resultado reforça o papel da cabotagem como alternativa para reduzir emissões em um país de dimensões continentais, especialmente em rotas de longa distância entre regiões produtoras, centros consumidores e portos estratégicos.

“Quando olhamos para quase 50 mil fretes analisados, o dado deixa de ser pontual e passa a mostrar um padrão da operação. A cabotagem não elimina o transporte rodoviário, que segue essencial nas pontas, mas reduz a dependência de longos trajetos por estrada e melhora de forma relevante a intensidade de carbono da cadeia logística”, afirma Fabiano Lorenzi, CEO da Norcoast.

Pelo levantamento, a operação intermodal da Norcoast emitiu 123,2 mil toneladas de CO₂e, enquanto a simulação 100% rodoviária alcançaria 441 mil toneladas de CO₂e. Na prática, a cabotagem representou uma redução de 72,1% nas emissões em relação ao transporte exclusivamente rodoviário. A intensidade de carbono também foi menor: 128,72 kg de CO₂e por tonelada transportada, contra 460,73 kg de CO₂e por tonelada no cenário rodoviário. Isso significa que, por tonelada transportada, a cabotagem emitiu cerca de 3,6 vezes menos CO₂e.

O estudo considera as emissões da frota marítima da Norcoast, composta pelas embarcações NC Bravo, NC Breda, NC Brisa e NC Bruma, além dos trechos rodoviários contratados para coleta e entrega das cargas. Em 2025, os navios da companhia percorreram 281.617 milhas náuticas e consumiram 34,6 mil toneladas de LSFO (Low Sulfur Fuel Oil), combustível de baixo teor de enxofre. Já os trechos rodoviários de apoio somaram 103,1 milhões de tkm (toneladas-quilômetro).

O levantamento também indica que a redução de emissões não está concentrada em um único tipo de operação ou cliente. Entre os dez maiores embarcadores analisados, a queda nas emissões variou de 63% a 75%, o que demonstra uma consistência do modelo mesmo em rotas, volumes e perfis logísticos diferentes. Entre os maiores volumes analisados, operações de setores como polímeros, plásticos e embalagens evitaram, individualmente, entre 9.455 e 13.116 toneladas de CO₂e ao longo de 2025, com reduções que variaram de 71,4% a 73,2% em comparação ao cenário 100% rodoviário.

“Mais do que um percentual isolado, o que o levantamento mostra é a regularidade do ganho ambiental da cabotagem. Mesmo quando observamos operações com características diferentes, a redução se mantém relevante. Isso reforça que a eficiência do modal não depende de uma rota específica ou de um caso excepcional, mas de uma lógica estrutural: em trajetos longos e de grande volume, o navio consegue diluir emissões por tonelada transportada de forma muito mais eficiente”, complementa Lorenzi.

A metodologia segue as diretrizes do GHG Protocol. Para a frota marítima, o cálculo considerou o consumo de LSFO e fatores de emissão do IMO 4th GHG Study 2020, com aplicação dos potenciais de aquecimento global do IPCC AR5 para conversão em CO₂ equivalente. Para os trechos rodoviários contratados, foram considerados distância real, peso transportado por frete e fator de emissão para Bitrem B12. A simulação 100% rodoviária utilizou as mesmas origens, destinos e pesos dos fretes realizados pela Norcoast.

Além da redução de emissões, a companhia informa que todas as embarcações da frota mantiveram Rating B no Carbon Intensity Indicator (CII), indicador da Organização Marítima Internacional para medir a eficiência de carbono dos navios. O CII médio da frota foi de 8,1 gCO₂/dwt·nm, abaixo do limite requerido pela IMO para 2025.

Para a Norcoast, a consolidação desses dados também pode apoiar clientes na gestão de seus próprios inventários de emissões, especialmente no acompanhamento do Escopo 3, categoria do GHG Protocol que reúne emissões indiretas da cadeia de valor, como transporte contratado, fornecedores e operações logísticas realizadas por terceiros. Na prática, o levantamento permite que embarcadores tenham maior rastreabilidade sobre o impacto ambiental de suas operações e avaliem como a escolha do modal pode contribuir para reduzir a pegada de carbono da cadeia logística.

“Empresas de diferentes setores estão sendo cada vez mais cobradas a medir a pegada de carbono de toda a cadeia de valor. Quando conseguimos mostrar esse impacto por frete, rota e operação, a escolha do modal deixa de ser apenas uma decisão de custo ou prazo e passa a fazer parte da estratégia de sustentabilidade e competitividade dos negócios”, conclui o CEO.



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