Norcoast passa a operar na Rio Brasil Terminal e amplia rota de cabotagem

Primeira escala do navio NC Breda no Porto do Rio de Janeiro está marcada para 21 de julho e conecta o estado a Manaus

A Norcoast passou a incluir a Rio Brasil Terminal (RBT), no Porto do Rio de Janeiro, em sua rota regular de operação. A primeira escala está prevista para 21 de julho, com o navio NC Breda. A movimentação envolve cargas domésticas de cabotagem e feeder, com atendimento a diferentes perfis de embarcadores. Com a nova escala, o Rio de Janeiro passa a integrar uma rota direta a partir de Manaus, reforçando a conexão logística entre a Zona Franca e o estado fluminense.

Segundo a companhia, a operação também tem potencial para atender cargas originadas no próprio Rio de Janeiro e em outras regiões, como Espírito Santo, Minas Gerais, interior de São Paulo e Grande São Paulo, com apoio de soluções intermodais integradas à malha ferroviária.

Marcio Salmi, diretor comercial da Norcoast, afirma que a movimentação está alinhada à estratégia de integração multimodal da empresa, conectando diferentes regiões do país e ampliando as possibilidades logísticas oferecidas aos clientes.

A rota da Norcoast liga os portos de Manaus, no Amazonas, Pecém, no Ceará, Suape, em Pernambuco, Salvador, na Bahia, Santos, em São Paulo, Paranaguá, no Paraná, Itajaí, em Santa Catarina, e agora o Rio de Janeiro, atendendo tanto fluxos industriais quanto cadeias de distribuição nacional.

Para Salmi, a chegada ao Rio de Janeiro faz parte do plano de expansão nacional da companhia, que acompanha a demanda de setores como bens de consumo, siderurgia e bebidas. O executivo destaca que a empresa aposta na geração de valor por meio do aumento da oferta e do estímulo à cabotagem.

Roberto Lopes dos Santos, diretor presidente da RBT, afirma que a chegada da Norcoast reforça o papel do terminal na integração logística nacional e contribui para o fortalecimento da cabotagem no setor.

Já Rafael Reis, diretor comercial da RBT, destaca que a nova rota abre oportunidades tanto para o mercado fluminense quanto para o mercado paulista, com apoio dos acessos ferroviários do terminal e das rampas de Floriano, no Rio de Janeiro, e Suzano, em São Paulo, além da expansão recente na região do Alto Tietê.

Com a nova escala, o Porto do Rio de Janeiro passa a contar com mais uma alternativa de conexão nacional via cabotagem, em um movimento que deve impactar diretamente a competitividade logística do Sudeste nos próximos meses.



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