Hapag-Lloyd adquire 25% da APM Terminals Maasvlakte II, em Roterdã
Aquisição reforça posição da armadora alemã em um dos principais hubs europeus da Gemini Cooperation com a Maersk; operação segue estratégia de expansão da divisão de terminais Hanseatic Global Terminals
A Hapag-Lloyd assinou acordo com a APM Terminals para adquirir uma participação de 25% na APM Terminals Maasvlakte II B.V., terminal automatizado localizado no porto de Roterdã. Pelo acordo, as duas empresas passam a apoiar conjuntamente o desenvolvimento contínuo do terminal, incluindo expansão de capacidade e desempenho operacional. As partes não divulgaram valores da transação, que ainda depende de aprovação das autoridades regulatórias competentes.
A aquisição reforça o papel da Maasvlakte II como um dos principais hubs europeus da Gemini Cooperation, aliança operacional entre Hapag-Lloyd e A.P. Moller-Maersk. Com a participação, a armadora alemã garante capacidade de movimentação automatizada de longo prazo no terminal e amplia sua presença global no setor de terminais portuários, por meio da divisão Hanseatic Global Terminals (HGT). A APM Terminals manterá o controle operacional da instalação.
A operação se insere em uma estratégia mais ampla de expansão da HGT, que atualmente detém participações em 26 terminais marítimos e negócios logísticos complementares em 13 países, entre América Latina, Estados Unidos, Índia e Europa. A companhia já sinalizou a intenção de ampliar seu portfólio de 21 para 30 terminais nos próximos anos, mantendo disciplina financeira. No primeiro semestre de 2026, a divisão movimentou 7 milhões de TEU e registrou receita de US$ 360 milhões.
"Com o investimento planejado em Roterdã, vamos aumentar ainda mais a eficiência e a confiabilidade da nossa rede. O terminal é um elemento-chave para a Gemini Cooperation e se encaixa bem com nossa estratégia de construir um portfólio de terminais mais robusto em mercados centrais", afirma Dheeraj Bhatia, CTIO da Hapag-Lloyd AG e CEO da Hanseatic Global Terminals.
Keith Svendsen, CEO da APM Terminals, destaca que o investimento reflete a parceria entre as duas empresas e o compromisso conjunto com o desenvolvimento de longo prazo do terminal. Segundo ele, a expansão em curso é conduzida em colaboração entre a equipe da Maasvlakte II, o conselho de trabalhadores e a Autoridade Portuária de Roterdã, com a APM Terminals seguindo como operadora e priorizando segurança, qualidade, entrega e custo, nessa ordem, à medida que amplia a capacidade de berços e de movimentação de contêineres.
Operacional desde 2015, a Maasvlakte II passa atualmente por uma expansão que soma mais 1.000 metros de berço de águas profundas, totalizando 2.000 metros, além de capacidade adicional de pátio, quatro novas linhas ferroviárias e a implantação de tratores terminais automatizados (ATTs) e outros equipamentos automatizados. A expansão, vinculada a um acordo superior a €1 bilhão com a Autoridade Portuária de Roterdã para cerca de 47,5 hectares e 2 milhões de TEU de capacidade adicional, tem a primeira nova capacidade prevista para o final de 2026. Na nova configuração, o terminal deve atingir capacidade anual de movimentação de até 5,4 milhões de TEU, reforçando sua resiliência operacional e sua capacidade de atender aos fluxos futuros de carga pelo porto de Roterdã.
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