OMNI Logistics foca em operação end-to-end e sustentabilidade na Intermodal South America 2026

O Guia Marítimo, idealizador da Intermodal South America, como de hábito, promoveu nova rodada de entrevistas com líderes do setor. O objetivo é avaliar o humor do mercado em relação aos problemas geopolíticos, sobrecarga da infraestrutura, em risco de colapso, metas ESG, inovação e medidas para mitigar crescentes riscos na segurança das cargas. E, como não poderia deixar de ser, pesquisa quanto aos resultados da empresa na Intermodal para aqueles que participaram.


Fabio Mendunekas, presidente da OMNI Logistics na América Latina, enfatizou a necessidade de soluções logísticas completas para enfrentar os desafios geopolíticos e de infraestrutura no Brasil. Em entrevista ao Guia Marítimo na Intermodal South America 2026, ele defendeu um atendimento ponta a ponta, com operação dedicada e informações em tempo real. A empresa prioriza proatividade junto a parceiros como fornecedores rodoviários, agentes aduaneiros e terminais portuários para garantir agilidade nos processos.

Os últimos anos trouxeram complexidades à logística global, com impactos diretos no Brasil, onde portos, aeroportos e transporte interno operam no limite. Mendunekas explicou que a OMNI ajusta operações por meio de reservas antecipadas e coordenação com todos os elos da cadeia, incluindo alfândega e contatos portuários. Essa abordagem visa entregar assertividade na execução, independentemente do modal usado.

A companhia monitora emissões via relatórios de armadores e companhias aéreas, um processo iniciado há alguns anos para adotar soluções mais inteligentes e sustentáveis. No investimento em combustíveis como LNG e navios tecnológicos, presentes no order book dos armadores, a OMNI busca fomentar negócios que equilibrem resultados comerciais com compromissos ambientais. Mendunekas reforçou que isso fortalece a marca como player sério no setor.

Ferramentas sistêmicas acompanham evoluções tecnológicas, aliando atendimento humano a visibilidade total para clientes. No transporte doméstico, um rigoroso due diligence valida parceiros que compartilham valores de transparência e estrutura. Medidas como rastreadores, iscas e escoltas são customizadas conforme o valor do carregamento, protegendo contra riscos do crime organizado.

Assumindo a presidência em agosto de 2025, Mendunekas encontrou uma América Latina sustentável, mas fragmentada. Ele unificou o time regional, abriu escritório em São Paulo e ampliou networking para atender clientes maiores em escala latina. Para 2026, o foco inclui aproveitar o crescimento de parceiros aéreos e marítimos, contribuindo com soluções intermediárias em um mercado em renovação.

A estratégia da OMNI sinaliza para um ano de consolidação no Brasil, alinhada a powershoring e nearshoring, em meio a debates sobre infraestrutura e transição energética no setor logístico.




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