Paranaguá responde por quase metade das exportações brasileiras de frango em 2026
O Porto de Paranaguá consolidou, nos primeiros cinco meses de 2026, sua posição como principal referência global na exportação de carne de frango. Entre janeiro e maio, foram embarcadas 1,04 milhão de toneladas do produto, volume recorde que garante ao porto paranaense uma fatia de 47,3% de todas as exportações brasileiras da proteína no período. Só em maio, saíram pelo terminal mais de 208 mil toneladas.
O resultado supera com folga o recorde anterior, registrado em 2023, quando o acumulado chegou a 945,9 mil toneladas. Em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 921,9 mil toneladas, o crescimento é de 13,1%. Os dados são do Comex Stat, sistema do governo federal de acompanhamento do comércio exterior.
Em valores FOB, a Portos do Paraná foi responsável pela maior parcela da receita nacional com a proteína, somando US$ 1,88 bilhão de um total de US$ 4,08 bilhões exportados pelo país no período.
A China foi o principal destino, absorvendo 114,2 mil toneladas, o equivalente a 11% do volume total embarcado em Paranaguá. Outros mercados relevantes incluem África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países receberam o produto saído pelos portos paranaenses.
Para o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os números refletem uma trajetória de investimentos consistentes. "Os investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia e qualificação operacional são fundamentais para garantir a competitividade dos portos paranaenses e ampliar a qualidade dos serviços prestados aos nossos clientes", afirma.
Um dos fatores que explica a liderança de Paranaguá é a capacidade instalada para armazenagem e movimentação de cargas refrigeradas. O diretor de operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, destaca o volume de tomadas reefer disponíveis no terminal como um diferencial sem paralelo no país.
"O grande destaque é a capacidade que o terminal possui para receber contêineres refrigerados. Paranaguá conta, de longe, com o maior número de tomadas refrigeradas do país, ultrapassando 5,2 mil plugs disponíveis", explica Vieira.
A posição do Paraná no mapa da produção avícola nacional também contribui diretamente para o desempenho exportador. O estado responde por cerca de 35% da produção brasileira de aves para abate, e boa parte desse volume tem saída pelos portos da Portos do Paraná.
O protagonismo paranaense vai além do frango. Considerando o conjunto das proteínas animais, que inclui carnes bovina, suína, caprina e pescados, a Portos do Paraná embarcou mais de 1,4 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026, representando 37% das exportações brasileiras do segmento e crescimento de 9,9% sobre o mesmo período do ano anterior.
Nas exportações de carne bovina, o porto registrou 277,5 mil toneladas no acumulado, com participação de 24,7% no total nacional e posição de segundo maior exportador do país. China, Estados Unidos e Rússia foram os principais destinos.
Já a carne suína somou 84,8 mil toneladas exportadas no período, ante 79,6 mil toneladas nos cinco primeiros meses de 2025, crescimento de 6,5%. Filipinas, Hong Kong e Singapura lideraram os destinos, entre mais de 50 países que importaram a proteína pelos portos paranaenses.
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