Paranaguá lidera exportação de proteínas

Os portos do Paraná concentraram 47,6 por cento de toda a carne de frango exportada pelo Brasil em janeiro de 2026, reforçando a posição do estado como principal corredor de escoamento do produto. No mês, foram embarcadas 199 mil toneladas de frango congelado, com valor FOB de US$ 365 milhões, tendo Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China entre os principais destinos.

O desempenho está ligado ao peso do Paraná na produção e à estrutura logística que sustenta o fluxo para o comércio exterior. O estado reúne 36 frigoríficos de abate e beneficiamento, e a Portos do Paraná destaca que a posição geográfica e a inteligência logística ajudam a atender a demanda de exportação a partir do Sul, Sudeste e Centro Oeste, além de cargas de países vizinhos.

Na operação portuária, o embarque de carnes exige capacidade para contêineres refrigerados, os reefers, que precisam de energia elétrica contínua para manter a temperatura. Em Paranaguá, o Terminal de Contêineres de Paranaguá, o TCP, concluiu a expansão do pátio reefer e chegou a 5.268 tomadas, maior parque de armazenagem refrigerada da América do Sul.

Além do frango, a carne bovina exportada pelos portos paranaenses alcançou participação de 27,7 por cento no volume nacional em janeiro, com 122 mil toneladas e US$ 690 milhões em valor FOB, com embarques sobretudo para China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos. Somadas, as exportações de proteínas em Paranaguá chegaram a 272 mil toneladas no mês, equivalente a 37,9 por cento do total do país, com US$ 728 milhões em valor FOB.

O bom começo do ano apareceu também no consolidado geral dos portos paranaenses. A movimentação total em janeiro somou 5.288.747 toneladas, o melhor janeiro da história da Portos do Paraná, acima do recorde anterior de 4.708.203 toneladas, o que representa crescimento de 12,3 por cento.

Nos granéis vegetais, a soja em grão atingiu 811,9 mil toneladas, avanço de 98 por cento em relação a janeiro de 2025, e o milho somou 387 mil toneladas, alta de 12 por cento. O açúcar ensacado cresceu 199 por cento e chegou a 397 mil toneladas, enquanto os óleos vegetais seguiram com liderança do complexo paranaense, com aumento de 52 por cento e embarque acima de 123,9 mil toneladas.

Pelo lado das importações, Paranaguá recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, aumento de 9 por cento na comparação anual. Malte e cevada também avançaram, com altas de 383 por cento e 364 por cento.




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