Maersk registra volumes recordes no 1T26
A.P. Moller-Maersk encerrou o primeiro trimestre de 2026 com EBIT de US$ 340 milhões, queda ante os US$ 1,3 bilhão do ano anterior, impulsionado por volumes elevados em todos os segmentos, mas pressionado pela persistente baixa nas tarifas de frete no transporte marítimo.
A receita consolidada caiu 2,6% para US$ 13 bilhões, com EBITDA em US$ 1,8 bilhão. O CEO Vincent Clerc destacou a demanda robusta na maioria das regiões, mas alertou para volatilidade no mercado e excesso de capacidade na frota global, que continua a derrubar fretes.
No transporte marítimo, volumes subiram 9,3% com utilização de navios em 96%, superando o mercado, mas o EBIT foi negativo em US$ 192 milhões devido à queda nas tarifas. Custos unitários caíram 7% graças à rede flexível, que mitigou disrupções no Oriente Médio.
Logística e Serviços avançou com receita 8,7% maior e EBIT de US$ 173 milhões, beneficiado por produtos como frete aéreo e middle mile, além de eficiência em custos. Terminais cresceu 4,3% em volumes, com receita 6,7% superior e EBIT de US$ 436 milhões, margem de 33,2%.
A companhia encomendou oito navios de 18.600 TEUs com motores duplo combustível para 2029-2030 e avançou em automação de armazéns. Nos terminais, destaque para o APM Terminals Suape, no Brasil, próximo da conclusão de US$ 350 milhões em obras, reforçando capacidade no Nordeste.
Outros projetos incluem expansão em Lázaro Cárdenas (México, US$ 350 mi), Hai Phong (Vietnã) e Bremerhaven (Alemanha, €1 bi), sinalizando compromisso com infraestrutura apesar do caixa pressionado, com fluxo livre negativo em US$ 874 milhões.
A Maersk manteve a projeção para 2026, com crescimento do mercado global de contêineres entre 2% e 4%, e expansão em linha com isso. Sensibilidades incluem bunker, fretes e reabertura do Mar Vermelho, em um cenário de incertezas geopolíticas e excesso de capacidade.
O foco em custos e eficiência operacional sugere resiliência, mas o prejuízo no Ocean levanta questões sobre consolidação no setor de contêineres, especialmente com tarifas voláteis. Analistas aguardam sinais de recuperação no segundo trimestre.
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