ONE aposta em multimodalidade e descarbonização
Serviços intermodais ligando Mato Grosso ao Sudeste e frota “S” Series já na América Latina: porta‑voz da Ocean Network Express revela ao Guia Marítimo como a companhia enfrenta segurança, descarbonização e digitalização em um Brasil no limite da infraestrutura.
O Guia Marítimo, idealizador da Intermodal South America, como de hábito, promoveu nova rodada de entrevistas com líderes do setor. O objetivo é avaliar o humor do mercado em relação aos problemas geopolíticos, sobrecarga da infraestrutura, em risco de colapso, metas ESG, inovação e medidas para mitigar crescentes riscos na segurança das cargas. E, como não poderia deixar de ser, pesquisa quanto aos resultados da empresa na Intermodal para aqueles que participaram.
Em um mundo onde a geopolítica vira risco operacional diário, a Ocean Network Express (ONE) mantém a segurança de tripulações, cargas e embarcações como prioridade absoluta, monitorando continuamente o cenário global, afirma um porta‑voz da empresa em entrevista ao Guia Marítimo. Para contornar a infraestrutura portuária, aeroportuária e de transporte interno, hoje operando no limite de sua capacidade, a companhia investe em flexibilidade operacional e serviços intermodais que penetram o interior do Brasil, garantindo eficiência e confiabilidade aos clientes mesmo em meio aos gargalos crônicos do país.
A resposta da ONE vai além da operação portuária tradicional. No Brasil, a empresa se posiciona como integrador logístico, com serviços multimodais que conectam rodovias, ferrovias e vias fluviais como a linha ferroviária entre Mato Grosso e Sudeste e barcaças na região Norte. “Essas soluções visam contornar os gargalos internos”, explica o porta‑voz, enquanto parcerias globais pelo Terminal Partnerships Programme (TPP) elevam a produtividade na movimentação de cargas e estabilizam as escalas, em um cenário onde atrasos portuários custam caro à cadeia.
A descarbonização não é promessa distante para a ONE: o compromisso é com Zero Emissões Líquidas até 2050, abrangendo Escopos 1, 2 e 3. Na América Latina, os navios “S” Series como ONE Sparkle e ONE Synergy, já navegam com design otimizado, hélices eficientes e cascos redesenhados para cortar resistência hidrodinâmica. Shore power, preparação para metanol e amônia e o serviço ONE LEAF+ com biocombustíveis verificados, como UCOME, completam o pacote, permitindo que clientes compensem emissões em suas cadeias sem abrir mão de escala.
A digitalização impulsiona essa transformação. O ONE Quote agora abrange Special Cargo, com cotações instantâneas para projetos complexos, enquanto o Container+ monitora temperatura e umidade em reefer em tempo real, essencial para proteínas, frutas e farmacêuticos em um mercado onde uma falha custa milhares. Essas ferramentas devolvem autonomia aos clientes, reduzindo fricções em cadeias onde a precisão define competitividade.
Segurança não é retórica: a conformidade com ISO 28001 e o Booking Acceptance Check System (BACS), que filtra itens proibidos por palavras‑chave e risco antes do embarque, protegem a cadeia global em colaboração com autoridades. “Essas medidas salvaguardam operações em meio a riscos crescentes de crime organizado e instabilidade”, reforça o porta‑voz, alinhando‑se a uma logística brasileira marcada por vulnerabilidades conhecidas.
Biocombustíveis como UCOME, metanol e amônia lideram as apostas, com flexibilidade para migrar conforme a infraestrutura amadurece no Brasil. Esses investimentos preparam o terreno para uma transição energética onde o país pode ganhar relevância como fornecedor, mas exigem armadores adaptáveis como a ONE.
Na Intermodal, sob o mote “Unbox Possibilities”, a ONE destacou reefer com Container+ e COOLVantage; Inland Services multimodais; Green Strategy com “S” Series; e ONE Quote para Special Cargo. O foco é conectar o interior aos portos principais, simplificando cadeias de ponta a ponta em um Brasil que clama por integração.
Num país pressionado por infraestrutura frágil, geopolítica volátil e urgência climática, a ONE equilibra multimodalidade, tecnologia e parcerias para entregar confiabilidade. A expansão dos Inland Services e o rumo ao Zero Emissões abrem espaço para capturar um mercado que pune ineficiência e premia quem reduz riscos.
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