Maersk substitui Antofagasta por Puerto Angamos na rota Conosur durante o inverno

Ajuste temporário busca preservar a confiabilidade do cronograma do serviço que conecta o Brasil à costa oeste da América do Sul

A Maersk vai substituir temporariamente o porto chileno de Antofagasta por Puerto Angamos na rota Conosur, serviço que conecta a costa leste à costa oeste da América do Sul. A mudança é uma resposta às condições climáticas adversas típicas do inverno na região e tem como objetivo preservar a confiabilidade do cronograma da linha.

Segundo comunicado da companhia, o ajuste será aplicado a partir da escala do navio Maersk Acadia, viagem 628E, com saída prevista para 21 de julho, até a passagem do Dusseldorf Express, viagem 632E, com saída prevista para 18 de agosto. Encerrado esse período, a operação deve retornar ao formato regular, com escala em Antofagasta.

A Maersk orientou clientes a buscarem seus representantes locais de atendimento em caso de dúvidas sobre a movimentação de cargas durante a janela de transição.

O ajuste chega poucos meses depois de outra mudança operacional na mesma rota. Em janeiro deste ano, o serviço Conosur passou a operar em Santos pelo terminal DP World, deixando o Santos Brasil, onde era atendido até então. Na ocasião, a Maersk apontou como justificativa a busca por maior sinergia entre seus serviços no porto e ganhos na experiência do cliente. Coincidentemente, o próprio Dusseldorf Express foi o navio que inaugurou a operação no novo terminal santista.

A rota Conosur conecta portos brasileiros como Itapoá, Rio de Janeiro, Santos e Rio Grande a destinos na costa do Pacífico, entre eles San Antonio, Callao, Guayaquil, Arica e San Vicente, além do próprio Antofagasta. O serviço é uma das principais alternativas de transporte marítimo entre o Brasil e países como Chile e Peru, com relevância direta para o comércio exterior de cargas voltadas a esses mercados.

Com dois ajustes operacionais na mesma linha em um curto intervalo de tempo, o movimento reforça a tendência de armadores revisarem constantemente rotações e escalas para equilibrar sazonalidade, eficiência portuária e previsibilidade de prazos, fatores que seguem no radar de embarcadores que dependem da rota para movimentar cargas entre as duas costas sul-americanas.




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