Vast estende contrato de transbordo com Petronas Brasil no Porto do Açu até 2027
A Vast Infraestrutura, responsável pelo Terminal de Petróleo do Porto do Açu, o T-Oil, anunciou a extensão de seu contrato de transbordo com a Petronas Brasil até o final de 2027. A renovação amplia uma parceria iniciada em 2023 e reforça a posição da Vast como provedora de soluções logísticas para uma das principais companhias globais de energia.
Segundo Victor Bomfim, CEO da Vast, a extensão do contrato representa o fortalecimento de uma relação construída com base na confiança e na excelência operacional. O executivo afirma que a renovação confirma a relevância estratégica do terminal para o escoamento da produção brasileira de petróleo e reforça o compromisso da companhia em oferecer infraestrutura de classe mundial aos seus clientes.
A renovação do contrato ocorre em um momento de expansão do volume de exportação de petróleo pelo Porto do Açu. Em 2025, a Vast movimentou 30,6 milhões de toneladas de petróleo destinadas ao mercado externo. Com esse volume, o T-Oil respondeu por 48% de todo o petróleo bruto exportado por terminais brasileiros, mantendo a liderança nacional no segmento.
O desempenho consolida a companhia como um dos principais parceiros logísticos da indústria de óleo e gás no país, com infraestrutura considerada robusta e alta confiabilidade para atender à demanda do mercado internacional.
Além da renovação comercial, a Vast e a Petronas Brasil mantêm cooperação em um projeto de conservação de aves marinhas em terminais portuários. A iniciativa busca desenvolver e validar uma metodologia replicável de gestão e monitoramento que permita a coexistência entre a reprodução de espécies ameaçadas e as operações portuárias.
O modelo tem como base o Projeto Aves do Açu, iniciativa voluntária da Vast Infraestrutura que passou a contar com o apoio da Petronas Brasil a partir de 2024. Até o momento, cerca de 484 ninhos de trinta réis de bico vermelho foram identificados, monitorados e protegidos no terminal.
Desde 2024, também foi registrada a formação de uma colônia reprodutiva de trinta réis de bico amarelo na região. Desde então, tem sido possível conciliar a reprodução de aproximadamente 6.500 indivíduos dessa espécie com as atividades operacionais do T-Oil.
A nova fase do projeto prevê a integração de diferentes frentes de pesquisa, incluindo parâmetros reprodutivos e demográficos, dinâmica espacial, padrões de migração, ecologia trófica e status sanitário das aves. Segundo os responsáveis, a abordagem é inédita no Brasil e deve ampliar o conhecimento sobre a convivência entre operações portuárias e conservação de espécies marinhas.
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