Porto Sudeste investe R$ 177 milhões em novos dolfins para ampliar operações de petróleo e gás na Baía de Sepetiba

O Porto Sudeste, terminal privado localizado na Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, deu início às obras de construção de novos dolfins, estruturas marítimas utilizadas para atracação e amarração de embarcações. O investimento de R$ 177 milhões tem como objetivo ampliar a atuação do porto no segmento de petróleo e gás, aproveitando o crescimento acelerado da produção offshore na costa brasileira.

O projeto, integralmente licenciado, prevê a construção de seis dolfins de amarração e dois dolfins de atracação. A estrutura incluirá também uma plataforma de apoio com sala elétrica centralizada e sistema de combate a incêndio. Com as novas instalações, o porto passará a dispor de capacidade dedicada exclusivamente a granéis líquidos da ordem de 50 milhões de toneladas ao ano, volume que se somará à capacidade atual do terminal, também de 50 milhões de toneladas.

"A ampliação da nossa infraestrutura chega em um momento crucial para o setor energético nacional. A localização geográfica do Porto Sudeste posiciona o ativo como uma engrenagem estratégica incontestável para a logística e escoamento da produção de petróleo originária da província do pré-sal", afirmou Jayme Nicolato, CEO do Porto Sudeste.

Historicamente dedicado à movimentação de minério de ferro, o Porto Sudeste vem ampliando seu portfólio desde 2022, quando a produção offshore brasileira ganhou tração significativa. No último ano, o terminal realizou 19 operações com granéis líquidos, sinalizando a consolidação de uma nova frente operacional.

Hoje, o pier do porto é compartilhado entre granéis sólidos e líquidos. Com os novos dolfins de atracação, cada espaço passará a ser destinado a uma finalidade específica, separando as operações e elevando a previsibilidade e a segurança de cada fluxo.

"Com a implantação dos dolfins de atracação, passaremos a destinar cada espaço a uma finalidade específica, elevando a eficiência, a segurança e a previsibilidade das operações. Esse avanço permite diversificar as exportações, ampliar a atuação em petróleo e derivados e, ao mesmo tempo, manter o minério de ferro como nosso carro-chefe operacional", disse Nicolato.

O principal ganho operacional do projeto está na viabilização do Transbordo a Contrabordo (TCA), modalidade conhecida internacionalmente como Double Banking. Nessa operação, dois navios ficam posicionados lado a lado para a transferência de carga, o que agiliza o escoamento da produção sem depender exclusivamente de berços em terra.

A modalidade é considerada uma resposta direta ao gargalo histórico de escoamento de petróleo que afeta as empresas do setor no Brasil. As condições naturais da Baía de Sepetiba, com águas abrigadas e baixa variação de maré, favorecem a execução segura desse tipo de operação, reduzindo os riscos associados a variações climáticas e de tempo

O investimento do Porto Sudeste integra um movimento mais amplo dos terminais portuários privados no Brasil. O presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa, destacou a importância dos aportes do setor para a economia regional e nacional.

"Os investimentos dos portos privados geram empregos, renda e impostos nas regiões onde atuam e tornam mais eficiente a logística brasileira. Assim, aumentam a competitividade de diferentes setores da economia brasileira inseridos no mercado global", afirmou Barbosa.

A ATP representa 40 companhias responsáveis por 78 terminais portuários privados no país, atuantes em segmentos como petróleo e gás, mineração, agronegócio, contêineres e siderurgia. Juntas, as associadas movimentam cerca de 60% da carga portuária brasileira e respondem por 74 mil empregos diretos e indiretos.





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