Porto de Santos integra comitê que vai debater a Hidrovia do Rio Madeira
Superintendente de Meio Ambiente da Autoridade Portuária de Santos participará de análises sobre os impactos ambientais
A Autoridade Portuária de Santos (APS) passou a integrar um comitê criado para avaliar impactos ambientais e debater a governança da Hidrovia do Rio Madeira. A concessão da hidrovia está em análise pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e poderá consolidar essa via fluvial como um dos principais corredores logísticos do país, ampliando a capacidade de transporte de cargas aos mercados internacionais, como Estados Unidos e Europa.
O superintendente de meio ambiente da APS, Sidnei Aranha, foi designado como interlocutor da empresa no novo Comitê, o Com-Madeira. Ele participou de uma reunião na Prefeitura de Porto Velho, realizada na segunda-feira (23 de março), que marcou a criação do Comitê. Esteve ainda em uma reunião com o setor produtivo na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RO) e participou de uma visita a ribeirinhos.
Aranha afirma que a expertise do Porto de Santos, como principal porto de América Latina, pode colaborar com o projeto do Rio Madeira.
“O Porto de Santos pulsa através das pessoas. Movimentamos o que o Brasil produz para cuidar de quem o constrói. É com esse espírito que celebramos nossa participação na governança do Rio Madeira, uma força da natureza que ostenta o título de 17º maior rio do mundo. Uma honra servir à nossa gente e preservar essa imensidão. Viva o Rio Madeira!”, afirma Aranha.
Os debates sobre a concessão da hidrovia no Rio Madeira se intensificaram nos últimos anos em razão do crescimento da produção de itens como soja e milho na região, que precisam enfrentar gargalos no setor de transporte para chegar aos mercados consumidores.
Segundo o superintendente de Meio Ambiente da APS, um dos objetivos do comitê é esclarecer a população e os setores envolvidos sobre a importância da hidrovia e combater as “fake news”. “Primeiro mito que precisa cair aqui é sobre quem vai pagar a conta da implantação dessa hidrovia. É quem transporta a carga, mormente, o pessoal de soja, milho combustível, fertilizante”, diz Aranha.
Ele destacou que há informações falsas sobre uma suposta “privatização do rio”. Segundo Aranha, a população que utiliza o rio para se locomover, ir à escola, para a pesca ou para outras atividades cotidianas não pagará nenhum tipo de pedágio. “Isso está claro no projeto que tramita na Antaq”, conta. Não haverá privatização, portanto, mas sim uma concessão que trará as estruturas de segurança necessárias para o funcionamento da hidrovia.
“Seguimos firmes na defesa de iniciativas que gerem desenvolvimento, integração e oportunidades para todos. A Hidrovia do Rio Madeira é um passo decisivo nessa direção.
A reunião contou com a participação de representantes da Fecomércio-RO, DNIT, executivos do Porto de Santos, ACEP, Agência de Desenvolvimento de Porto Velho, Secretaria Municipal de Agricultura e Secretaria Municipal de Turismo de Porto Velho.
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