PORTOS RS buscam ampliar qualidade e competitividade da hidrovia
O superintendente dos Portos RS Fernando Estima esteve reunido com o secretário extraordinário de Parcerias Bruno Vanuzzi na tarde de quarta-feira, 09, em Porto Alegre. O assunto foi a modelagem de uma PPP para a manutenção da hidrovia gaúcha que está sendo estudada entre a Secretaria, Portos RS e o BNDES. Os Portos RS estão realizando um intenso trabalho para intensificar e ampliar a movimentação de cargas por esse modal.
A hidrovia do Rio Grande do Sul possui mais de 700 km de vias navegáveis que precisam de constante monitoramento e sinalização. “Existem inúmeras possibilidades para a zona produtiva do Estado utilizarem a hidrovia. Isso é redução de custos logísticos em que ganha toda a sociedade gaúcha”, afirma o superintendente Fernando Estima. Entre essas opções, principalmente para a zona produtiva da serra gaúcha está o Terminal Santa Clara – Contesc – operado pelo Grupo Wilson Sons.
O Contesc está operando com duas barcaças (Trevo Roxo e Guaíba) em quatro viagens por semana. Em cada viagem é possível em média carregar 150 TEU. Nesse processo, há uma redução do custo logístico que pode chegar a cerca de 20% para determinados tipos de cargas. O tempo de deslocamento da carga entre o Contesc e o Tecon é de cerca de 24 horas de navegação.
O meio ambiente também é impactado com a mudança do modal logístico. Passando a movimentação para a hidrovia há uma redução de emissão de CO2 no ambiente, pela diminuição do número de caminhões na rodovia. Com essa operação, por mês, são menos 1,5 viagens de caminhão na rodovia. O que não impede o trabalho dos caminhoneiros que passam a realizar trabalhos com trechos menores, ganhando em qualidade de vida.
Outro bom exemplo do uso hidroviário é o ciclo da CMPC Celulose Riograndense. A mesma barcaça que opera celulose de Guaíba a Rio Grande, retorna com madeira bruta de Pelotas a Guaíba, o que garante melhor produtividade para a embarcação. Não somente a madeira, celulose e o container são opções para a hidrovia, outros produtos podem ser mais bem aproveitados nesse modal, garantindo ainda mais competitividade ao Estado.
Por fim, Estima ressalta que a modelagem que está sendo desenvolvida garantirá uma autossuficiência a manutenção da hidrovia e ampliará ainda mais o seu uso. “As parcerias servem para gente alocar aqueles recursos que o Estado não teria sem a iniciativa privada em projetos prioritários ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul. O potencial hidroviário que já opera bem ganhará ainda mais qualidade a partir dessa maior exploração utilização pelo setor produtivo”, conclui.
Notícias do dia
-
Cabotagem
Norcoast evitou 317,8 mil toneladas de CO₂e em 2025
-
Portos
Porto de Santos faz acordo de estudos para transbordo off shore de soja
-
Terminais
DP World fecha concessão de 50 anos para construir dois terminais em Fujairah
-
Marítimo
Maersk lança solução integrada de cadeia fria para uvas do Chile via porto de Wilmington
-
Terminais
TCP e Brado concluem obras que ampliam capacidade ferroviária no Porto de Paranaguá
-
Terminais
Libraport movimenta US$ 203,58 milhões em cargas de saúde animal no primeiro...
Seja o primeiro a comentar
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Guia Marítimo. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.