DHL eCommerce Trends Report 2026: Brasil impulsiona o avanço global em conveniência, social commerce e crescimento do cross‑border
Os consumidores brasileiros que compram no e-commerce estão se destacando como os mais orientados em relação à conveniência e também como os mais digitalmente engajados do mundo, de acordo com os dados do DHL E-Commerce Trends Report 2026. O estudo, produzido com base nas respostas de 1.000 consumidores brasileiros, destaca um mercado marcado pela adoção acelerada do social commerce, forte compra internacional e expectativas crescentes por experiências de entrega mais rápidas e transparentes.
De acordo com Pablo Ciano, CEO Global da DHL eCommerce, “o Brasil se destaca pela poderosa combinação de comportamento orientado à conveniência e rápida adoção digital. Do crescimento do social commerce à demanda cross‑border, os consumidores brasileiros estão moldando o futuro do varejo online em toda a América Latina.”
O mapeamento aponta que 96% dos brasileiros ouvidos se identificam como “Compradores por Conveniência” e 94% como “Caçadores de Ofertas”. O estudo também evidencia a força do social commerce, com 69% dos respondentes sinalizando que já compraram pelo TikTok, seguido por Instagram (67%) e Facebook (59%) e seu apelo intergeracional, uma vez que entre os brasileiros compram no TikTok, 77% integram a Gen Z, 68% são Millennials, 63% são da Gen X e 61% são Baby Boomers.
Ofertas e descontos são o principal fator que os leva a comprar nas redes sociais, aparecendo em 71% das respostas, com espaço para evolução de volume, uma vez que 53% esperam navegar e comprar mais por aplicativos nos próximos cinco anos. Esse avanço reforça a posição do Brasil como o quarto maior mercado de compras no TikTok do mundo, atrás apenas de Malásia, Arábia Saudita e Reino Unido, com os Estados Unidos completando o top 5.
O DHL E-Commerce Trends Report 2026 também mostra que a demanda internacional continua crescendo, com consumidores brasileiros comprando principalmente da China (82%), dos Estados Unidos (56%) e da Argentina (11%). O dado reforça o Brasil como terceiro maior país importador da China, atrás apenas da Tailândia (95%) e da Malásia (87%), um comportamento justificado pelo preços competitivo (62%) e pela baixa disponibilidade de produtos no mercado local (42%).
O crescimento cross border, entretanto, esbarra principalmente nas taxas e impostos alfandegários (58%) e nos custos de entrega ou nos prazos longos (47%). Esses aspectos geram desafios operacionais que prejudicam a jornada de compra. Nos últimos três meses, por exemplo 79% dos consumidores abandonaram itens nos carrinhos devido a taxas, impostos ou cobranças inesperadas. O caminho para incentivar a conclusão das compras, apontado por 47% dos entrevistados está no frete grátis.
Quando perguntados sobre as perspectivas para os próximos cinco anos, os brasileiros afirmam que comprariam mais internacionalmente se os varejistas oferecessem entrega gratuita (65%), mais clareza em relação aos prazos de entrega (58%) e garantissem pagamentos seguros e proteção ao comprador (54%).
A sustentabilidade também segue influenciando o comportamento de compra. De acordo com o levantamento, 46% dos consumidores brasileiros já adquiriram produtos feitos com materiais reciclados, refletindo um maior interesse por opções éticas e ambientalmente responsáveis.
À medida que essas expectativas aumentam, varejistas que oferecem materiais reciclados, origem transparente e opções de entrega eco-friendly estarão mais bem posicionados para conquistar a confiança do consumidor.
Expectativas de IA se concentram em detecção de fraudes e sustentabilidade
Os consumidores brasileiros também se mostram mais abertos a recursos de IA, desde que aumentem confiança, segurança e transparência. As capacidades mais desejadas para os próximos cinco anos incluem a detecção de fraudes (61%), informações de sustentabilidade para apoiar decisões eco-friendly (59%) e a reposição automática de produtos que o cliente possa gostar, esteja acabando ou tenha assinatura (59%), além da previsão de tendências e necessidades futuras (58%). Apesar do interesse, 65% ainda têm preocupações com privacidade, confiança e segurança, reforçando a necessidade de uma jornada com IA mais responsável.
Para atender às expectativas crescentes, a DHL recomenda que os varejistas invistam em reforçar velocidade, confiabilidade e transparência na entrega, oferecer experiências cross-border confiáveis e sem atritos, disponibilizar pagamentos seguros e proteção ao comprador, desenvolver recursos de IA focados em detecção de fraudes e sustentabilidade, apoiar o ecossistema crescente de social commerce e reduzir atritos alfandegários com preços e comunicação mais claros.
“Aqueles que fecharem essas lacunas estarão mais bem posicionados para capturar crescimento em um dos mercados de e-commerce mais dinâmicos e digitalmente engajados da América Latina”, avalia Ciano.
Sobre o DHL eCommerce Trends Report 2026
O relatório entrevistou 29.000 consumidores e 5.800 empresas na Europa, América do Norte, Ásia-Pacífico, América Latina, Oriente Médio e África Subsaariana. Ao combinar perspectivas de consumidores e empresas em uma visão unificada, o estudo oferece insights práticos para ajudar marcas de e-commerce a responder às mudanças operacionais do setor.
O relatório completo estão disponíveis em:
- Panorama do consumidor brasileiro
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