Terminal da VLI em Uberaba completa uma década com 57 milhões de toneladas movimentadas
O Terminal Integrador de Uberaba (TIUB), da VLI, completa nesta semana dez anos de operação no Triângulo Mineiro. Desde sua inauguração, a unidade já movimentou mais de 57 milhões de toneladas de soja, milho, farelo e açúcar por meio do Corredor Sudeste, rota ferroviária que conecta o Centro Oeste brasileiro aos portos da Baixada Santista pela Ferrovia Centro Atlântica.
Com área construída de mais de 5,4 mil metros quadrados, o TIUB é atualmente o maior terminal da companhia. Sua capacidade anual chega a 6,3 milhões de toneladas de grãos e 2,4 milhões de toneladas de açúcar, volume que reforça o papel da estrutura na cadeia de escoamento agrícola do país.
O terminal foi projetado para concentrar a produção regional e transferi-la de forma rápida para os trilhos. Seu principal diferencial é a pera ferroviária com duas linhas de carregamento simultâneas, o que permite a formação contínua de composições com destino ao Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita, em Santos, além de outros terminais de clientes na região.
Segundo o diretor de Operações do Corredor Sudeste da VLI, Marcelo Cardoso, a trajetória do terminal reflete a consolidação do modelo multimodal da companhia, que integra ferrovia, portos e terminais em uma operação de alta performance. Para o executivo, a unidade nasceu com o propósito de otimizar o escoamento da produção brasileira e reduzir os tempos de trânsito, e hoje segue em expansão para atender às demandas das próximas décadas.
A infraestrutura do TIUB inclui cinco tombadores hidráulicos de alta vazão para grãos e três moegas dedicadas à recepção de açúcar. A unidade conta ainda com dois armazéns capazes de estocar até 120 mil toneladas de grãos e 90 mil toneladas de açúcar, um silo com capacidade para 8 mil toneladas de grãos e um prédio dedicado à classificação dos produtos.
O controle de peso é feito por cinco balanças rodoviárias e 28 balanças ferroviárias, divididas entre grãos e açúcar, garantindo precisão em todas as etapas do processo logístico.
O terminal opera com sistemas automatizados desenvolvidos especificamente para suas necessidades. O processo começa na portaria, onde as carretas passam por agendamento prévio via aplicativo próprio e identificação automática por leitores de tags. Da amostragem à classificação dos produtos, as etapas seguem padrão de exportação com acompanhamento sistêmico.
Um dos destaques tecnológicos é o chamado armazém inteligente, solução própria da VLI que aplica conceitos de indústria 4.0 à gestão de estoque. Um braço robótico equipado com sensores realiza análise em tempo real das pilhas de grãos, avaliando densidade e outras propriedades a partir de uma sala de comando central.
Essa tecnologia contribui para maximizar a capacidade de armazenamento e evitar a contaminação entre células de estocagem. Entre os benefícios adicionais estão a redução no consumo de energia elétrica e a otimização do tempo médio de descarga.
A gerente de Operações do TIUB, Andiara Brasileiro, destaca que a unidade também é pioneira em soluções voltadas à segurança das equipes, como o sistema de intertravamento de locomotiva. A tecnologia interrompe fisicamente a movimentação das composições na pera ferroviária sempre que há operadores sobre os vagões durante a abertura ou o fechamento das escotilhas, eliminando riscos ligados a falhas de comunicação via rádio entre maquinistas e equipes em solo.
Além dos ganhos operacionais, o terminal representa uma redução expressiva no tráfego rodoviário e na emissão de carbono associada ao transporte de cargas. Um único trem despachado pelo TIUB, com 80 vagões, equivale ao transporte realizado por 135 caminhões bitrem de grande porte.
Nos períodos de pico da safra, a unidade chega a expedir em média quatro trens por dia, com recorde histórico de sete composições despachadas em uma única jornada. Na prática, isso representa a retirada de mais de 500 carretas das rodovias brasileiras a cada 24 horas, um fator relevante tanto para a segurança viária quanto para a redução da pegada de carbono do agronegócio nacional.
Com uma década de operação consolidada, o TIUB segue como peça central da estratégia da VLI para o escoamento de grãos e açúcar no Centro Oeste, e deve manter papel estratégico à medida que a produção agrícola brasileira segue em expansão.
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