VLI bate recorde histórico de movimentação de cargas no Corredor Sudeste

A VLI registrou em maio o melhor desempenho mensal de sua história no Corredor Sudeste. A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que conecta o Centro-Oeste aos portos da Baixada Santista, transportou 1,14 bilhão de TKU no período, indicador que combina o volume carregado com a distância percorrida e serve como principal referência de produtividade ferroviária.

O resultado consolida uma trajetória de crescimento operacional que a empresa atribui à integração entre ferrovia, terminais e porto, à disciplina na gestão das operações e a investimentos direcionados à expansão da capacidade instalada.

O Corredor Sudeste é um sistema logístico voltado a fluxos de importação e exportação e tem como principal ponto de escoamento o Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita, o Tiplam, localizado na Baixada Santista. Pelo corredor transitam grãos como milho e soja, farelo, açúcar e fertilizantes.

A estrutura conta ainda com dois terminais integradores no interior, em Uberaba (MG) e Guará (SP), responsáveis pelo transbordo das cargas para o sistema ferroviário antes do percurso até o porto.

Em 2025, a VLI concluiu a implantação de uma linha férrea adicional dentro do Tiplam. Com 2 km de extensão e investimento de R$ 38 milhões, a nova estrutura foi projetada para ampliar em até 30% a capacidade de carregamento ferroviário de fertilizantes, insumo estratégico para as cadeias produtivas do Centro-Oeste, especialmente no Mato Grosso.

No ano anterior, o terminal havia recebido obras de aprofundamento dos berços 2, 3 e 4 e do canal Piaçaguera, com investimento próximo a R$ 35 milhões. A intervenção elevou o calado máximo de 13,35 metros para 14,10 metros, o que representa um aumento de cerca de 10% na capacidade de carga dos navios que operam no local.

O calado é a medida entre a linha de flutuação e o fundo da embarcação e determina diretamente o porte dos navios que conseguem atracar e o volume máximo que podem carregar.

Além do desempenho operacional, a VLI destaca o papel do modal ferroviário na redução das emissões de carbono associadas ao transporte de cargas. O corredor é apresentado pela companhia como parte de uma estratégia de logística de baixo carbono, um atributo que ganha relevância crescente nas cadeias de suprimento voltadas à exportação de commodities agrícolas.

O recorde de maio sinaliza que o Corredor Sudeste opera com folga técnica reduzida e que os investimentos recentes já se traduzem em ganhos concretos de capacidade, tanto no segmento ferroviário quanto na interface portuária.



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