Ultracargo publica primeiro relatório de sustentabilidade independente e aposta em robótica e ferrovias para liderar logística de granéis líquidos no Brasil
A Ultracargo deu um passo relevante em sua trajetória institucional ao publicar, pela primeira vez de forma independente da holding Ultrapar, seu Relatório de Sustentabilidade referente ao ano de 2025. O documento não é apenas um exercício de governança: ele marca a consolidação de um ciclo de R$ 1,2 bilhão em investimentos que redesenhou terminais, abriu novos corredores ferroviários e colocou robôs no lugar de trabalhadores em espaços confinados. No ano em que o Brasil sedia a COP30, a maior operadora independente de armazenagem de granéis líquidos do país está posicionando sua infraestrutura como parte da solução logística para os biocombustíveis e para o agronegócio de exportação.
No terminal de Santos, a Ultracargo passou a utilizar robôs para inspeção e limpeza interna de tanques, uma operação que historicamente exigia a entrada de trabalhadores em espaços confinados, um dos ambientes de maior risco em operações industriais. Com a automação, o tempo de manutenção caiu de 15 para dois dias. Além de eliminar a exposição humana, o processo ganhou em precisão e rastreabilidade.
A iniciativa rendeu à companhia o primeiro lugar na categoria Empresa Inovadora no Prêmio InovaPortos 2025 e o Prêmio InovaInfra, dois reconhecimentos que validam a aplicação prática da tecnologia em segurança operacional portuária.
A expansão que mais chama atenção estrategicamente está no interior do país. A Ultracargo inaugurou o terminal de Palmeirante, no norte do Tocantins, com acesso ferroviário direto ao Porto de Itaqui, no Maranhão, integrando a empresa ao corredor logístico que atende as regiões Norte e Nordeste do Brasil.
A escolha de Palmeirante não é aleatória. O município está na área de influência da Ferrovia Norte-Sul, uma das apostas do governo federal para reduzir o gargalo rodoviário no escoamento da produção agrícola do MATOPIBA, região que concentra a nova fronteira do agronegócio brasileiro entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
A companhia também ampliou seus terminais de Rondonópolis, em Mato Grosso, e de Santos, além de concluir obras de desvios ferroviários em Paulínia, no interior paulista. Com isso, a Ultracargo registrou crescimento de 6% na capacidade estática total de armazenagem e avançou na redução da dependência do transporte rodoviário, o que impacta diretamente as emissões de carbono associadas à sua cadeia operacional.
Historicamente associados ao petróleo e derivados, os terminais de granéis líquidos estão no centro de uma mudança silenciosa: eles são a infraestrutura essencial para o armazenamento e escoamento do etanol, do biodiesel e de outros biocombustíveis que o Brasil coloca no centro de sua oferta climática global.
A Ultracargo atua diretamente nessa cadeia. Publicar um relatório de sustentabilidade independente às vésperas da COP30, no mesmo ano em que conquista a Medalha de Ouro da EcoVadis, colocando a empresa entre os 5% com melhor desempenho sustentável no mundo segundo a plataforma, é um movimento que vai além da governança: é um reposicionamento de narrativa.
Dos nove terminais da companhia, todos atingiram a meta de Aterro Zero, com prioridade para reciclagem e coprocessamento em vez de descarte convencional. A empresa opera com 100% de energia elétrica renovável e certificada em todas as unidades, meta que estava prevista para 2030 e foi alcançada com antecedência. O reconhecimento veio também pelo Ministério de Portos e Aeroportos, que concedeu o Selo Diamante de sustentabilidade durante a COP30.
Em um setor com histórico de baixa presença feminina nas operações, a Ultracargo registrou participação de 22% de mulheres em cargos operacionais, avanço de 5,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O resultado tem origem em programas estruturados, como o Elas Protagonistas e uma edição do Programa de Formação Operacional em Rondonópolis com 100% das vagas reservadas para mulheres.
"Alcançar esses patamares em um setor historicamente masculino demonstra que a diversidade é uma escolha de negócio para nós. Não estamos apenas preenchendo vagas com estes programas, estamos transformando o perfil da nossa liderança do futuro." Karla Grativol, Diretora Executiva de Gente, Comunicação e Sustentabilidade da Ultracargo.
A publicação do relatório independente coincide com os 60 anos da Ultracargo e com a construção de uma matriz de materialidade própria, instrumento de governança que organiza as prioridades estratégicas da empresa a partir do olhar dos seus próprios públicos relevantes. Até 2030, a companhia estabeleceu como ambição central ser referência em segurança operacional, com foco na prevenção de eventos críticos e na redução de acidentes.
Para Fulvius Tomelin, Presidente da Ultracargo, a perenidade do negócio está diretamente ligada à integração desses pilares à estratégia da companhia, permitindo que a empresa celebre seus 60 anos conectando, cuidando e servindo para desenvolver uma logística cada vez mais fluida, segura e sustentável para o Brasil.
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