TCP amplia liderança na exportação de madeira e alcança 37% de market share no Sul e Sudeste

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, ampliou sua liderança na exportação de madeira e chegou a 37% de participação de mercado nos embarques do produto na região de influência formada por Paraná, Santa Catarina e São Paulo. No primeiro trimestre de 2026, o terminal exportou o equivalente a 27.909 contêineres de 20 pés, volume que representa cerca de 364 mil toneladas de produtos florestais.

O desempenho mostra uma alta de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da plataforma Dataliner compilados pela área de inteligência de mercado da companhia. O avanço ocorre em um ambiente externo marcado por incertezas comerciais e pela busca dos exportadores por operações mais previsíveis do ponto de vista logístico.

A madeira voltou a ganhar peso na pauta exportadora movimentada por Paranaguá, especialmente em um momento em que a diversificação de destinos e a regularidade dos embarques se tornaram diferenciais competitivos. Nesse cenário, a TCP consolidou sua posição como um dos principais corredores logísticos para o setor florestal no país.

No primeiro trimestre, o México foi o principal destino dos embarques de madeira via TCP, com 55 mil toneladas. Em seguida, apareceram os Estados Unidos, com 54 mil toneladas, e a Alemanha, com 31 mil toneladas importadas.

Em 2025, o terminal já havia encerrado o ano como maior corredor de exportação de madeira na sua área de influência, com 1,4 milhão de toneladas exportadas e 30% de market share. A evolução para 37% no início de 2026 indica ganho de participação em um mercado altamente sensível a custos, prazos e confiabilidade operacional.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a expansão da participação está ligada à confiabilidade da infraestrutura e à qualidade do atendimento ao cliente. A proximidade com as principais indústrias produtoras do Sul e Sudeste também reforça a atratividade do terminal para embarques do segmento.

Entre os diferenciais operacionais citados pela empresa estão 23 escalas semanais regulares, a conexão com mercados internacionais e sete dias de armazenagem gratuita para cargas de exportação. Para exportadores de madeira, esse tipo de estrutura ajuda a reduzir riscos e ampliar a flexibilidade de programação.

A pauta exportada pela TCP inclui madeira compensada, madeira serrada, painéis de fibras de madeira, madeira perfilada e obras de marcenaria voltadas à construção civil. No primeiro trimestre de 2026, o Paraná respondeu pela maior parte da carga movimentada, com cerca de 255 mil toneladas exportadas via terminal.

Santa Catarina aparece na sequência, com 89 mil toneladas, enquanto Mato Grosso respondeu por 9 mil toneladas. O recorte reforça a concentração regional da produção e o papel de Paranaguá como saída natural para esse tipo de carga.

A operação também vem sendo sustentada por investimentos em infraestrutura. A TCP conta com armazém alfandegado próprio, ligação ferroviária direta à zona primária e expansão recente em capacidade e equipamentos.

Desde 2026, o terminal opera com calado máximo de 13,30 metros, o que amplia a capacidade de carga por navio e melhora a eficiência das escalas. Além disso, a expansão ferroviária em andamento deve aumentar em cerca de 20% a capacidade operacional do modal dentro do terminal.

O crescimento da exportação de madeira pela TCP mostra como a combinação entre infraestrutura, previsibilidade e acesso a rotas internacionais vem pesando na decisão dos exportadores. Em um mercado pressionado por mudanças regulatórias e comerciais, a capacidade de resposta logística tende a seguir como fator decisivo.



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