Movimento de caminhões nos portos secos da Multilog cresce 11,6% em 2025

O movimento de caminhões nos portos secos administrados pela Multilog aumentou 11,6% em 2025, totalizando 446.966 veículos. A maior movimentação foi registrada em Foz do Iguaçu (PR), seguida por Uruguaiana (RS).

Para a companhia, o resultado reforça a consolidação dos portos de fronteira como infraestrutura-chave para a fluidez do comércio no Mercosul, impulsionada pelo agronegócio e por insumos industriais, além do escoamento de exportações em geral. “Os portos de fronteira vêm se consolidando como infraestruturas vitais para a fluidez do comércio no Mercosul (…)”, afirma Francisco Damilano, gerente geral de Operações das Fronteiras da Multilog.

Damilano acrescenta que a ampliação e a modernização tecnológica das instalações, combinadas a incentivos fiscais estaduais — com destaque para Santa Catarina, no Porto Seco de Dionísio Cerqueira — têm contribuído para elevar a competitividade do transporte rodoviário de cargas.

Em 2025, o Porto Seco de Uruguaiana registrou alta de 17,8% no volume de entrada de veículos, com 158.488 caminhões. O avanço foi puxado pelas operações de exportação, que somaram 111.764 caminhões (+28,8%), mais do que o dobro das importações (46.724 caminhões), que recuaram 2,1%.

No Porto Seco de Foz do Iguaçu — apontado pela empresa como o maior do país e principal hub logístico do Mercosul — entraram 215.070 caminhões em 2025, crescimento de 9,4% e o maior volume entre as unidades alfandegadas operadas pela Multilog.

Na unidade, as importações responderam pela maior parcela do fluxo: seis em cada dez caminhões, segundo a empresa, com crescimento de 9,6% na comparação com 2024.

Com localização estratégica na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, a Multilog afirma estar investindo na construção do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu. A projeção é ampliar em cerca de 30% a capacidade de movimentação da unidade, com inauguração prevista para dezembro de 2026.

A empresa diz que a nova estrutura deve trazer mais eficiência operacional, tecnologia e reforço de equipes para acelerar o processamento de cargas e a circulação de veículos.

Em Santa Catarina, o Porto Seco de Dionísio Cerqueira registrou aumento de 12,5% no volume de caminhões em 2025, chegando a 25.882 veículos. Pouco mais da metade (52,6%) foi ligada a entradas de importações (+6,9%), enquanto as exportações cresceram 19,3% e somaram 12.554 caminhões.

No Rio Grande do Sul, o Porto Seco de Jaguarão teve alta de 5,8% na entrada de caminhões, para 35.605, com aumento de 12,8% nas exportações e queda de 3,5% nas importações.

Ainda no estado, o Porto Seco de Sant’Ana do Livramento registrou retração de 7% no número de entradas, encerrando 2025 com 11.921 caminhões. Segundo os dados informados, o recuo foi puxado pela queda de 23,3% nas importações, não compensada pela alta de 5,9% nos veículos destinados ao mercado externo.



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