MSC e ONE manterão o serviço Ipanema entre Ásia e América do Sul sem a Hapag-Lloyd

Nova configuração do acordo de compartilhamento de espaço começa com saída de Xangai em 3 de abril de 2027, com navios adicionais da MSC

A MSC e a Ocean Network Express (ONE) seguirão operando juntas o serviço Ipanema, que liga a Ásia à costa leste da América do Sul, após o fim do atual acordo de compartilhamento de navios (VSA) com a Hapag-Lloyd. A primeira saída sob o novo formato está prevista para 3 de abril de 2027, partindo de Xangai.

A MSC informou aos clientes que o VSA do serviço Ipanema, hoje operado em conjunto por MSC, ONE e Hapag-Lloyd, será encerrado na configuração atual. A rota, no entanto, não será descontinuada. As duas primeiras empresas continuarão com a operação semanal, mantendo as conexões entre diversas origens asiáticas e os portos sul-americanos.

Com a mudança, a MSC vai alocar navios adicionais ao serviço. Segundo a companhia, o reforço busca ampliar a presença em uma rota que ela classifica como estável e confiável, além de ajustar a capacidade ao crescimento da demanda dos clientes.

O Ipanema mantém escalas diretas em Santos (SP), Paranaguá (PR) e Navegantes (SC), no Brasil, e em Montevidéu, no Uruguai, e Buenos Aires, na Argentina. A MSC afirma que a cobertura e os tempos de trânsito continuam competitivos para o comércio entre as duas regiões.

A rotação completa do serviço é a seguinte: Xangai, Ningbo, Shekou, Hong Kong, Singapura, Santos, Paranaguá, Navegantes, Montevidéu, Buenos Aires, Rio Grande, Paranaguá, Navegantes, Santos, Singapura, Hong Kong e Xangai.

A reconfiguração acontece em um momento em que os armadores revisam parcerias e redes de serviços para ajustar oferta e cobertura nas principais rotas. Para importadores e exportadores brasileiros que usam o Ipanema, o ponto de atenção é o calendário de transição, já que a primeira saída da nova formação, em abril de 2027, definirá o início efetivo do arranjo entre MSC e ONE.

Os detalhes sobre a capacidade final, os navios que serão incluídos e eventuais ajustes de escalas ainda dependem de divulgação das empresas. O mercado deve acompanhar também como a Hapag-Lloyd reorganizará sua oferta na rota entre Ásia e costa leste sul-americana.




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