Klaus-Michael Kühne, acionista majoritário da Kuehne+Nagel, morre aos 89 anos
Empresário alemão dedicou mais de seis décadas à companhia que ajudou a transformar em uma das líderes globais em logística marítima e aérea
Klaus-Michael Kühne, um dos nomes mais influentes da logística mundial, morreu na madrugada desta segunda-feira (24) em Schindellegi, na Suíça, aos 89 anos. A notícia foi confirmada pela própria Kuehne+Nagel International AG, empresa da qual ele era acionista majoritário e presidente honorário do conselho de administração.
O empresário ingressou na companhia familiar em 1958 e, ao longo de mais de seis décadas, ocupou praticamente todos os principais cargos de liderança da organização. Assumiu a presidência do conselho de administração da Kuehne+Nagel Speditions Aktiengesellschaft em 1966 e, a partir de 1975, tornou se CEO da Kuehne+Nagel International AG. Entre 1992 e 2011 presidiu o conselho de administração da companhia, posição que deixou para assumir o título de presidente honorário, que manteve até sua morte.
Sob sua liderança, a Kuehne+Nagel deixou de ser uma transportadora regional para se consolidar como uma das maiores operadoras de logística do planeta, hoje presente em cerca de 100 países, com aproximadamente 1.300 unidades e cerca de 88 mil funcionários. A empresa figura entre as líderes globais em logística aérea e marítima, além de manter posições relevantes nos segmentos rodoviário e de logística contratual.
Kühne também construiu um relevante portfólio de participações societárias fora da Kuehne+Nagel, incluindo posição acionária expressiva na armadora Hapag Lloyd, uma das maiores do transporte marítimo mundial.
Em comunicado, o presidente do conselho de administração da Kuehne+Nagel, Joerg Wolle, destacou a dimensão da perda para a companhia. Segundo ele, Kühne foi um visionário e um empresário de personalidade extraordinária, cuja memória será honrada pelo conselho e por toda a empresa com respeito e gratidão. Wolle também estendeu condolências à viúva de Kühne, Christine Kühne.
O CEO da Kuehne+Nagel, Stefan Paul, também se manifestou sobre a morte do empresário. Para Paul, poucos nomes representaram tão bem o setor de logística e comércio global quanto Kühne, e a companhia expressa seus sentimentos à família em nome de toda a administração e dos colaboradores.
A trajetória de Kühne à frente da companhia é associada por analistas do setor a um papel pioneiro na estruturação do comércio internacional moderno, com contribuições diretas para o desenvolvimento das cadeias de suprimentos globais como as conhecemos hoje. A sucessão de sua participação acionária e o futuro de sua holding devem ser temas acompanhados de perto pelo mercado nos próximos meses.
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