Portos do Sudeste movimentam 56,5 milhões de toneladas em janeiro, 21 por cento acima de 2025
A movimentação de cargas nos portos e terminais da região Sudeste alcançou 56,5 milhões de toneladas em janeiro de 2026, um avanço de 20,8 por cento sobre o mesmo mês de 2025, quando foram registradas 46,7 milhões de toneladas, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Para o ministro Silvio Costa Filho, o Sudeste segue como principal corredor logístico do país, sustentado pela diversidade de cargas, pela integração entre portos públicos e terminais privados e por uma agenda contínua de investimentos em infraestrutura.
Os granéis sólidos puxaram o resultado regional, com cerca de 26 milhões de toneladas e alta de 22 por cento frente a janeiro de 2025, enquanto os granéis líquidos atingiram 22,2 milhões de toneladas, com crescimento de 41 por cento, impulsionados principalmente pela movimentação de petróleo e derivados. As cargas em contêineres responderam por 5,6 milhões de toneladas, e a carga geral somou 2,7 milhões de toneladas, refletindo o dinamismo da cadeia industrial e de exportação do polo.
Nas instalações portuárias organizadas, o volume cresceu 7 por cento, para cerca de 16,8 milhões de toneladas, com Santos liderando o ranking no Sudeste, com 10,1 milhões de toneladas, 14 por cento acima de 2025 e responsável por 9,7 por cento de toda a carga movimentada na região. Itaguaí, Rio de Janeiro, Vitória e São Sebastião completam o grupo de portos mais relevantes, com movimentações adicionais que reforçam o perfil de hub diversificado da região.
Já nos terminais autorizados, o avanço foi ainda mais intenso: 28 por cento, com 39,7 milhões de toneladas movimentadas, destacando estruturas como o Terminal de Petróleo TPET/TOIL‑Açu, Tubarão, Angra dos Reis, o Terminal de São Sebastião e o Terminal da Ilha de Guaíba, que concentram grandes volumes de derivados de petróleo, granéis secos e contêineres. O minério de ferro aparece como segunda carga mais movimentada, com cerca de 17,9 milhões de toneladas, alta de 21,5 por cento, enquanto petróleo e derivados sem o óleo bruto somam 3,2 milhões de toneladas, em alta de 20,8 por cento, com o açúcar batendo 1,6 milhão de toneladas e crescimento de 70 por cento.
Na navegação, 40,7 milhões de toneladas foram transportadas em longo curso, com aumento de 20,8 por cento frente a 2025, confirmando o fortalecimento do Sudeste como porta de entrada e saída de mercadorias para o exterior. Já a cabotagem avançou 23,5 por cento, para 12,9 milhões de toneladas, desempenho que reforça o papel da costa como corredor interno para grandes volumes, complementando o transporte rodoviário e ajudando a aliviar gargalos logísticos.
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