Portos paranaenses movimentaram mais de 10 milhões de toneladas no bimestre, com soja e carnes liderando exportações
Os portos do Paraná movimentaram 10.256.915 toneladas nos dois primeiros meses de 2026, um leve recuo de 5,25 por cento frente ao bimestre de 2025, influenciado pelo maior número de dias chuvosos que afetou o embarque de algumas cargas. Apesar disso, as exportações mantiveram trajetória positiva, com a movimentação de soja em grão crescendo 16 por cento no período, para cerca de 2,4 milhões de toneladas, o que mantém os terminais paranaenses como o segundo maior canal de exportação de soja do país.
Os portos do Estado foram responsáveis por 17,5 por cento da movimentação nacional de soja apenas no último mês e por 29,4 por cento no acumulado de 2026, reforçando o Porto de Paranaguá como rota central para o mercado internacional do grão, com principais destinos na China, Vietnã e Iraque. Outro destaque líquido foi o açúcar ensacado, cujos embarques cresceram 81 por cento no período, saltando de 69,7 mil toneladas em 2025 para 125,9 mil toneladas em 2026, com Paranaguá respondendo por 11 por cento da movimentação nacional desse produto e ocupando a segunda maior participação do mercado brasileiro.
As proteínas também ampliaram participação nas estatísticas portuárias. A movimentação de contêineres subiu 14 por cento no bimestre, com 11 por cento só em fevereiro, com forte desempenho da carne de frango, que representou 52 por cento das exportações nacionais do produto em fevereiro e cerca de 50 por cento no acumulado, consolidando o Paraná como principal corredor de exportação de frango do Brasil e do mundo. A carne bovina também contribuiu, com participação em torno de 29 por cento em fevereiro e 28,6 por cento no bimestre, dentro de um cenário de forte demanda externa por proteínas brasileiras.
No fluxo de óleos vegetais, o crescimento foi ainda mais acentuado: 75 por cento em relação a fevereiro de 2025 e 63 por cento no bimestre, totalizando mais de 258 mil toneladas embarcadas pelos terminais paranaenses. Já nas importações, o primeiro bimestre de 2026 concentrou 3,9 milhões de toneladas, com destaque para derivados de petróleo, como gasolina, GLP, nafta, óleo combustível e óleo diesel, que somaram 681 mil toneladas, enquanto o recebimento de fertilizantes caiu 21 por cento, pressionado pela alta do dólar, custos operacionais e limitação de oferta em países produtores.
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