Cabotagem consolida papel estratégico no abastecimento do Norte com alta de 5,8% em janeiro
A cabotagem seguiu ganhando espaço no abastecimento da Região Norte do Brasil, com 1,85 milhão de toneladas movimentadas entre portos brasileiros em janeiro, alta de 5,8 por cento frente ao mesmo mês de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários. No contexto regional, o modal se consolida como alternativa central para reduzir custos logísticos, ligar a produção local aos principais mercados nacionais e compensar limites da malha terrestre.
O fluxo se concentra em grandes volumes retirados de Amazonas, com 1,29 milhão de toneladas, e Pará, com 552,3 mil toneladas, que distribuem cargas principalmente para terminais dos Nordeste e Sudeste, atuando como polos de consumo e redes de redistribuição. Esse padrão reforça a cabotagem como eixo estruturante para o escoamento de commodities, combustíveis e insumos industriais em áreas que dependem diretamente da navegabilidade dos rios e da integração portuária.
Entre as cargas que mais se destacam estão o bauxita, principal produto individual da movimentação, com 875,1 mil toneladas, usada como insumo básico para a indústria, além de 576,9 mil toneladas em contêineres. Também se somam granéis líquidos de petróleo e derivados – cerca de 293,7 mil toneladas sem óleo bruto e 69,3 mil toneladas de óleo – e matérias de consumo e produção como cimento e gás de petróleo, com 18,9 mil e 16,9 mil toneladas, respectivamente.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, aponta que o desempenho da cabotagem na Região Norte mostra avanço na integração logística e na competitividade da economia brasileira, com reforço de políticas públicas voltadas ao modal aquaviário. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, o aprimoramento do ambiente regulatório, com ações como o BR do Mar, traz mais clareza, previsibilidade e segurança para o setor, o que estimula ampliação de rotas e investimentos privados.
Com melhoria de regras, oferta de serviços e regularidade operacional, a cabotagem passa a funcionar como ferramenta essencial de integração entre Norte, Nordeste e Sudeste, apoiando o abastecimento de alimentos, combustíveis e insumos e ajudando a reduzir a dependência da logística rodoviária pura na região.
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