Fundo da Marinha Mercante prevê 41,7 bilhões em projetos navais e portuários

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou em Brasília a carteira de projetos do Fundo da Marinha Mercante, com previsão de 41,7 bilhões de reais em investimentos em modais aquaviários ao longo do ciclo atual, além de 890 obras e mais de 180 mil empregos diretos em todo o país. A iniciativa reforça a aposta do governo em fortalecer a indústria naval, a infraestrutura portuária e a navegação interior como eixos de crescimento econômico e logístico.

A carteira inclui 612 construções de embarcações, 115 serviços de reparo e docagem, 141 modernizações, além da implantação de seis novos estaleiros, 13 projetos portuários e três terminais de transbordo, envolvendo 62 empresas beneficiadas e 32 estaleiros espalhados nas cinco regiões. Os recursos estão distribuídos por regiões, com 14,1 bilhões para o Sul, 11,9 bilhões para o Nordeste, 10,4 bilhões para o Sudeste e 5,3 bilhões para o Norte, incluindo iniciativas relevantes como o projeto da Bram Offshore em Santa Catarina, o da Wilson Sons no Sudeste, o da DOF Subsea na Bahia e a Plataforma Logística do Amapá.

O ministro destacou que os investimentos aprovados pelo Fundo passaram de 22,8 bilhões entre 2019 e 2022 para 87,7 bilhões no ciclo 2023–2026, com a carteira contratada saltando de 1,6 bilhão para 14,2 bilhões, o que consolida 2025 como o ano de maior execução financeira do FMM. Segundo Costa Filho, esses números se traduzem em maior competitividade, expansão da frota e fortalecimento da indústria naval, que voltou a crescer em empregos após um período de forte queda, hoje com mais de 55 mil vagas diretas, 358 por cento acima do patamar mínimo de anos anteriores.

O secretário executivo do Ministério de Portos e Aeroportos e presidente do Conselho Diretor do FMM, Tomé Franca, ressaltou que o volume de contratações amplia a eficiência e a competitividade do país, além de gerar renda em regiões dependentes de portos e estaleiros. Já o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, destacou que parte dos projetos também reforça a navegação interior, modernizando frota e infraestrutura, o que eleva a segurança e a regularidade no transporte, sobretudo no Norte, onde rios funcionam como verdadeiras estradas de acesso e abastecimento.

Como parte da agenda, o Ministério lançou também o Café Hidroviário, encontro com setor público e privado para discutir o potencial de rios como corredores de transporte mais eficientes e sustentáveis, com foco em renovação de embarcações, melhoria de infraestrutura e aprimoramento do transporte de passageiros em regiões onde a hidrovia é essencial. A discussão, com a presença de Costa Filho, Tomé Franca, Burlier e representantes do setor, reforça a visão de que a expansão da indústria naval e das hidrovias faz parte de um mesmo desenho de logística nacional mais integrada e competitiva.



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