West Cargo estrutura agenda ESG e coloca transição energética no centro da estratégia logística
A West Cargo publicou seu primeiro relatório ESG, reunindo indicadores, ações e projetos desenvolvidos entre 2024 e 2025 nos pilares ambiental, social e de governança. O lançamento ocorre em um contexto de crescente pressão regulatória e de mercado sobre as empresas brasileiras. Pesquisa da Deloitte em parceria com o IBRI aponta que 84% das companhias nacionais esperam impactos significativos das novas normas internacionais de sustentabilidade IFRS S1 e S2, e que metade delas já trata governança corporativa e ESG como prioridade estratégica para os próximos anos.
No pilar ambiental, o relatório destaca a renovação e expansão da frota, que cresceu 223 veículos em 2022 para 300 em 2025, com 61 unidades novas incorporadas nos últimos dois anos. A empresa também iniciou testes com seu primeiro caminhão movido a gás natural veicular, projeto-piloto para a transição gradual para combustíveis alternativos, com foco na redução de emissões de CO₂ e NOX.
Outro resultado expressivo foi a digitalização dos processos internos. Entre 2023 e 2024, a West Cargo reduziu em 95% o volume de impressão em papel após a implementação de processos digitais para checklist, abastecimento, controle de acesso e manutenção da frota.
No eixo social, a empresa conta atualmente com 350 colaboradores, sendo 158 motoristas. Em 2025, foram registradas mais de 10,6 mil horas de treinamentos, crescimentos de 164% em relação ao ano anterior. Para o presidente da companhia, Hélio J Rosolen, o desenvolvimento humano é condição para que a agenda ESG saia do papel e se converta em operação mais segura e eficiente.
Em governança, o relatório apresenta avanços em política de qualidade, auditorias externas, adequação à LGPD e fortalecimento do código de ética. Entre os reconhecimentos recentes estão o selo Great Place to Work em 2024 e 2025 e o selo internacional Eco Vadis, além de premiações ligadas à eficiência logística e qualidade operacional.
Para Rosolen, os próximos passos passam pelo aprofundamento da integração entre tecnologia, eficiência logística e sustentabilidade, com meta de liderar a transição energética nos segmento de transporte rodoviário para o comércio exterior.
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