Do Brasil para Portsmouth: engenheira do Instituto PORTa é convidada para falar sobre a resiliência das hidrovias amazônicas no GreenPort Congress 2026
Maria Eduarda Medeiros apresentará, na Inglaterra, trabalho desenvolvido em parceria com Patrícia Lia Brentano sobre os impactos da seca de 2026 na governança logística das vias navegáveis brasileiras.
Uma pesquisa desenvolvida no Brasil chegará a um dos principais fóruns internacionais de discussão sobre o futuro sustentável dos portos. Maria Eduarda Medeiros, engenheira mecânica, tecnóloga em Construção Naval e representante do Instituto PORTa, será uma das speakers do GreenPort Congress 2026, que acontece de 7 a 9 de outubro, em Portsmouth, no Reino Unido.
Maria Eduarda apresentará o trabalho “Dredging and Predictability: Waterway Resilience and Logistical Governance in Response to the 2026 Amazon Drought”, dentro da sessão dedicada a resiliência climática, escassez de água e adaptação. Na programação, ela estará ao lado de especialistas ligados a organizações como Piraeus Port, Haskoning e Port of Lisbon.
O trabalho foi desenvolvido por Maria Eduarda Medeiros e Patrícia Lia Brentano, a partir da análise dos impactos da seca de 2026 na Amazônia e de seus reflexos sobre a previsibilidade das operações e a governança logística das vias navegáveis.
Inicialmente, as duas seriam apresentadoras do trabalho. A organização do GreenPort Congress, entretanto, informou que, devido ao tempo das sessões, cada tema poderia contar com apenas um speaker.
Foi então que o Instituto PORTa tomou uma decisão que vai além da participação em um congresso internacional: a oportunidade seria dada a Maria Eduarda.
“A pesquisa foi construída por nós duas, mas entendemos que a oportunidade de estar naquele palco deveria ser dela. Se queremos formar uma nova geração para o setor logístico-portuário, precisamos criar oportunidades reais para que esses jovens pesquisem, escrevam, apresentem suas ideias e desenvolvam sua capacidade de comunicação”, afirma Patrícia Lia Brentano, fundadora do Instituto PORTa.
Para viabilizar a participação, o Instituto PORTa decidiu subsidiar os custos da viagem de Maria Eduarda, transformando a participação no congresso em uma experiência de formação internacional.
Mais do que os 15 minutos destinados à apresentação, a programação do GreenPort Congress oferece uma imersão no debate internacional sobre sustentabilidade e transformação dos portos. O congresso reúne mais de 150 participantes entre autoridades portuárias, operadores de terminais e empresas de navegação.
Durante os três dias, Maria terá contato com discussões sobre políticas ambientais, inteligência ambiental e dados, poluição, gestão de riscos, eletrificação, descarbonização, resiliência climática, infraestrutura e integração do sistema portuário. A programação inclui ainda uma visita técnica ao Portsmouth International Port e, no terceiro dia, uma visita ao BMT Digital Innovation and Simulation Centre, voltada à simulação e tomada de decisões em operações portuárias.
Uma oportunidade que começa no palco, mas não termina nele.
A participação de Maria Eduarda representa também uma mudança de perspectiva sobre formação profissional no setor.
Para o Instituto PORTa, desenvolver pessoas significa criar condições para que profissionais em diferentes momentos de suas carreiras tenham acesso a conhecimento, conexões e experiências que normalmente estariam restritas a profissionais mais experientes.
“Não queremos apenas falar sobre a importância de desenvolver jovens. Queremos fazer isso. Dar a Maria Eduarda a oportunidade de apresentar uma pesquisa internacionalmente, ouvir especialistas de diferentes países, visitar um porto europeu e fazer networking com profissionais do setor é uma experiência que pode marcar sua trajetória profissional”, destaca Patrícia.
A organização do GreenPort Congress também destacou, no processo de seleção, o interesse em ampliar a presença de speakers internacionais e considerou especialmente relevante incorporar uma perspectiva brasileira à programação.
A presença de Maria, portanto, leva ao congresso não apenas uma jovem profissional, mas uma perspectiva brasileira sobre um dos grandes desafios logísticos e ambientais do país: a resiliência das hidrovias amazônicas diante das mudanças climáticas e dos eventos extremos.
Para o PORTa, essa é justamente a essência da iniciativa: conectar formação, inteligência e oportunidades para preparar os profissionais que irão construir o futuro da logística portuária.
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